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  24/02/2006 - 14h27
"Bananas" sofrem acidente no primeiro dia do bobsled em Turim

Da Redação
Em São Paulo*

O primeiro dia de disputa da prova de trenó de quatro do bobsled nos Jogos Olímpicos de Inverno de Turim foi marcado por um acidente com a equipe brasileira, formada por Ricardo Raschini, Claudinei Quirino, Edson Bindilatti e Márcio Silva. O trenó dos "Bananas Congeladas" virou em uma das curvas da primeira descida, provocando um grande susto na delegação.

Reuters
Trenó brasileiro vira na primeira descida do bobsled nos Jogos Olímpicos de Turim
Apesar do acidente, o time brasileiro continou na disputa. A participação dos "Bananas" na segunda descida foi confirmada após uma reunião entre os membros da equipe. E desta vez, aconteceu sem acidentes, com um tempo de 58s51.

"Esta é uma pista muito difícil. Para mim foi difícil ver isso. Mas eu insisto que o Brasil tem talento nesses esportes (de Inverno)", disse o presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo, Eric Maleson, em entrevista ao Sportv.

A disputa do bobsled é dividida em quatro baterias, nas quais cada trenó desce a pista uma vez, isoladamente. Após as três primeiras, os 20 melhores entre 26 participantes carimbam passaporte para a descida final. É nesta quarta etapa que os brasileiros sonhavam em estar presentes.

O vencedor é aquele que marcar o menor tempo somando todas as descidas. O time que não completar uma das baterias, ou terminá-la sem a equipe inteira, está eliminado da competição.

Nesta sexta-feira, os brasileiros terminaram o dia 25º lugar. A equipe da Nova Zelândia abandonou a disputa após sofrer um acidente nos treinos de quinta-feira. As duas últimas baterias vão acontecer no sábado.

Esta é a segunda vez que o Brasil disputa uma prova de bobsled nas Olimpíadas de Inverno. Em Salt Lake City, quatro anos atrás, o time ficou em 27º lugar.

A participação brasileira em Turim aconteceu depois de muitos problemas. Na fase de treinamento, o time foi prejudicado por um defeito na pista que estava sendo usada para treinos, na Alemanha. Em Turim, a equipe ainda se viu envolvida em um escândalo de doping que acabou com a expulsão de Armando dos Santos.

BRASILEIRA EM ÚLTIMO

A brasileira Mirella Arnhold foi a última colocada na prova de slalom gigante do esqui alpino nos Jogos Olímpicos de Inverno. Embaixo de muita neve, ela completou as duas descidas com o tempo de 2min49s17, quase 40 segundos atrás da campeã, a norte-americana Julia Mancuso.

Estavam inscritas para a prova 65 competidoras, sendo que apenas 54 se classificaram para segunda descida. Arnhold acabou a Olimpíada em 43º lugar, pois 11 atletas não conseguiram completar a segunda volta. Leia mais
Assim, o velocista Claudinei Quirino, medalha de prata no revezamento 4x100 m rasos do atletismo nos Jogos Olímpicos de Sydney-00, acabou herdando uma vaga entre os titulares do bobsled. Mas o primeiro treino do país em Turim não foi bem: o trenó virou.

Nesta sexta, enfrentando a perigosa pista de Cesana Pariol, que já derrubou diversos atletas nas competições de luge, skeleton e no bobsled feminino nestes Jogos, o time brasileiro conseguiu chegar ao final, apesar do acidente.

O piloto Ricardo Raschini não conseguiu controlar o trenó na curva 14 da primeira volta, ocasionando a virada. O time brasileiro completou o percurso deslizando de lado na pista, com um tempo de 1min00s31.

Os quatro atletas deixaram a pista caminhando, e foram aplaudidos pelos torcedores. De prejuízo, apenas uma pequena avaria no trenó e no capacete de Márcio Silva -que usou um capacete emprestado na segunda volta.

O carinho da torcida deu ânimo aos brasileiros, que decidiram continuar na disputa. Assim, se alinharam na pista e fizeram uma descida sem grandes sustos.

"Você fica meio apreensivo, mas confiante. Confiamos no piloto, ele é bom, apesar de ter dado uma vacilada na primeira descida. Mas isso acontece", disse Bindilatti.

A Alemanha foi a mais rápida nas duas voltas, terminando o dia na frente, com um tempo acumulado de 1min50s50. A Suíça é a segunda colocada, com 1min50s63, e a Rússia a terceira, com 1min50s67. Os brasileiros estão 8s32 atrás dos líderes.

"Amanhã a gente vai entrar na pista e fazer bonito. A arquibancada vai levantar quando a gente chegar no final", promete Márcio Silva.

* atualizado às 16h20.

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