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  25/02/2006 - 14h36
Com novo acidente, "Bananas" são eliminados no bobsled

Da Redação
Em São Paulo

A equipe brasileira que disputa a prova de trenó de quatro do bobsled nos Jogos Olímpicos de Inverno de Turim teve outro acidente na pista e não conseguiu ficar entre os 20 melhores competidores que se classificam para a bateria decisiva, terminando na última colocação em 1min00s12 (tempo acumulado 2min59s34) no segundo dia da competição.

"BANANAS" NA PISTA

Com dificuldade, Brasil larga...


...e na curva 14, o trenó vira


..."Bananas" de ponta-cabeça


brasileiros se despedem e...


Quirino vai ao hospital.
Com dificuldades na largada da terceira bateria, os "Bananas Congeladas" (Ricardo Raschini, Claudinei Quirino, Edson Bindilatti e Márcio Silva) não conseguiram controlar o trenó na mesma curva 14 em que aconteceu o primeiro acidente nas baterias de sexta-feira, ocasionando a virada.

Após o acidente, o ex-velocista Claudinei Quirino saiu da pista com dores no braço e foi levado direto ao hospital de ambulância, mas sem maiores gravidades. O piloto Ricardo Raschini se responsabilizou pelo acidente com o erro que provocou a virada do trenó brasileiro.

"Eu estava com toda a pista memorizada, mas a única dificuldade que tive foi na curva 14 porque é uma descida muito forte. Eu assumo a responsabilidade pelo erro, principalmente porque o Claudinei saiu machucado. Eu estou muito mal mesmo, mas o bobsled é um esporte de risco", disse Raschini, que apesar dos acidentes e da eliminação do Brasil garantiu que treinará para disputar os próximos Jogos de Inverno, em Vancouver-2010.

Na sexta-feira, enfrentando a perigosa pista de Cesana Pariol, que já derrubou diversos atletas nas competições de luge, skeleton e no bobsled feminino nestes Jogos, os brasileiros terminaram o dia na 25ª posição (último lugar, com o abandono da Nova Zelândia) após erro do piloto dos "Bananas Congeladas" que não controlou o trenó na 14ª curva da primeira descida.

Mas apesar do susto na delegação, o Brasil continuou na segunda bateria e terminou a volta com um tempo de 58s51 (tempo acumulado 1min59s22).

A disputa do bobsled é dividida em quatro baterias, nas quais cada trenó desce a pista uma vez, isoladamente. Após as três primeiras, os 20 melhores entre 26 participantes carimbam passaporte para a descida final. É nesta quarta etapa que os brasileiros sonhavam em estar presentes.

O vencedor é aquele que marcar o menor tempo somando todas as descidas. O time que não completar uma das baterias, ou terminá-la sem a equipe inteira, está eliminado da competição.

AFP
Após segundo acidente, Claudinei Quirino sai da pista em ambulância com dores no braço
Esta é a segunda vez que o Brasil disputa uma prova de bobsled nas Olimpíadas de Inverno. Em Salt Lake City, quatro anos atrás, o time ficou em 27º lugar.

A participação brasileira em Turim aconteceu depois de muitos problemas. Na fase de treinamento, o time foi prejudicado por um defeito na pista que estava sendo usada para treinos, na Alemanha. Em Turim, a equipe ainda se viu envolvida em um escândalo de doping que acabou com a expulsão de Armando dos Santos.

Assim, o velocista Claudinei Quirino, medalha de prata no revezamento 4x100 m rasos do atletismo nos Jogos Olímpicos de Sydney-00, acabou herdando uma vaga entre os titulares do bobsled. Mas o primeiro treino do país em Turim não foi bem: o trenó virou.

CORRIDA PELO OURO

Na quarta e decisiva bateria, em que o Brasil não se classificou por causa do acidente na terceira descida, a Alemanha conquistou a medalha de ouro na prova de trenó de quatro do bobsled com o tempo acumulado de 3min40s42, pelos Jogos Olímpicos de Inverno em Turim.

A equipe alemã contou com a presença dos pilotos Andre Lange e Kevin Kuske, que já haviam conquistado o ouro no trenó de duplas do bobsled. E na carreira de Lange esta é a terceira medalha dourada do atleta, que ainda havia sido campeão olímpico também no trenó de quatro, em Salt Lake City (2002).

Os outros lugares do pódio foram ocupados pela Rússia (3min40s55), do campeão mundial Alexandr Zoubkov, que ficou com a medalha de prata; e pela Suíça (3min40s83) que conquistou o bronze.



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