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  27/02/2006 - 09h00
Alemanha volta ao topo, e EUA confirmam evolução no frio

Da Redação
Em São Paulo

A Alemanha confirmou sua tradição recente nos Jogos de Inverno e voltou ao topo do mundo gelado ao terminar a edição de Turim como o país que mais ganhou medalhas de ouro. Já os norte-americanos confirmaram sua evolução, ficando logo atrás no mesmo quesito.

Por outro lado a Rússia, antiga papa-ouro, voltou a mostrar que não tem mais a força de outrora ficando na quarta posição, logo atrás da grande surpresa, a Áustria, com sua segunda melhor participação em todos os tempos, ao lado de 1924.

JOGOS DE INVERNO
AnoALEEUAAUTRUSNOR
200613º
200210º
1998
1994
1992
19882º *12º
198417º
1980
1976
1972
1968
1964
1960
1956
1952n/c
1948n/cn/c
1936n/c
1932n/c
192811ºn/c
1924n/cn/c
*Melhor colocação entre Alemanha Ocidental e Oriental, que sempre ficou à frente, exceto em 1968 e 1952
Quem ficou para trás foi a Noruega, tradicional potência esportiva de inverno, que ficou só na 13ª colocação quatro anos depois de vencer, em Salt Lake City-2002. Apesar da vitória na última edição, o país nórdico já vinha dando sinais de decadência nas últimas edições do século passado.

Já a Itália não conseguiu usar a condição de dona da casa para melhorar sua participação, ficando na nona colocação geral, região do quadro de medalhas em que o país tradicionalmente ocupa.

Os alemães, até 1972, nunca haviam se estabelecido como uma das grandes potências dos Jogos de Inverno. Até então, o único grande resultado do país fora um segundo lugar em 1936 quando recebeu os Jogos na cidade de Garmisch-Partenkirchen, em uma época onde estar no país anfitrião era muito mais vantagem do que hoje em dia, principalmente no que diz respeito à locomoção para a sede da competição.

A mesma colocação foi repetida em 1960, os dois melhores resultados dos alemães nos primeiros 50 anos ou 10 edições.

A partir de 1972, seja unificada seja dividida, a Alemanha sempre figurou entre os três primeiros no quadro de medalhas ao final das provas. Venceu em 1984, 1992, já unificada, 1998 e agora em 2006. Ficou em segundo em 1972, 1976, 1980, 1988 e 2002 e em terceiro em 1994.

Diferentemente dos alemães, os norte-americanos mostraram força nas primeiras participações, vencendo em casa em 1932 e conseguindo dois segundos lugares, em 1928 e 1952.

Da década de 60 até o final do século foram apenas quatro terceiros, 1960, 76, 80 e 84. Depois disso e de uma série de quintas colocações, em 2002, novamente em casa, o país reagiu e voltou ao terceiro lugar.

Os louros que alemães e norte-americanos passaram a usar nos últimos anos parecem ter sido tirados dos russos e dos noruegueses.

A Rússia, principalmente depois do final da União Soviética, nunca mais conseguiu permanecer no topo, posição comum no período comunista.

EFE
Alemão Michael Greis ganhou o primeiro ouro das Olimpíadas, no biatlo. Prenúncio da vitória
O país inexistiu no quadro de medalhas até 1956, quando apareceu e logo na primeira colocação. Depois, como União Soviética, venceu todas as edições, exceto em 1968 e 1984, quando foi o segundo, até 1988, um ano antes do fim da União Soviética.

Em 1992 e 1994, já fora da cortina de ferro, os russos ainda mostraram fôlego ficando em segundo e primeiro lugares, respectivamente. Desde então vem a decadência. Foi terceiro em 1998 e quinto em 2002 e quarto em 2006.

Mas a maior decadência é da Noruega. Principal país nas primeiras edições, os nórdicos chegaram apenas em 13º em Turim, a pior participação em todos os tempos. A queda em apenas um ciclo olímpico foi grande pois venceu quatro anos atrás, manteve-se em segundo lugar entre em 1998 e 1994 e ocupou a terceira posição em 1994 e 1992.

Nas seis primeiras edições, entre 28 e 52, antes do domínio comunista, os noruegueses venceram cinco e ficaram a outra em segundo lugar (32). Depois disso o país nunca mais conseguiu tamanha supremacia, mas também nunca foi tão mal como neste ano.

Por outro lado, quem nunca foi tão bem como neste ano foi a Áustria, terceira colocada em Turim, melhor colocação do país desde 1964, quando ficaram em segundo. Nas três edições antes de 2006 o país figurou apenas entre o oitavo e décimo lugares.

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