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  27/02/2006 - 18h43
Doping esquenta o inverno dos Jogos de Turim

Da Redação
Em São Paulo

Apenas uma atleta foi flagrada no exame antidoping em Turim, mas outros casos envolvendo doping marcaram a 20ª edição dos Jogos de Inverno. Entre eles um integrante dos "Bananas Congeladas" e um técnico austríaco banido das Olimpíadas até 2010, foram os personagens negativos na competição.

Reuters
Olga Pyleva devolveu sua medalha de prata no biatlo após testar positivo em exame antidoping
O atleta Armando dos Santos foi cortado da delegação brasileira após ser detectado um anabolizante proibido no teste preventivo realizado pelo Comitê Olímpico Brasileiro. Em seu lugar entre os titulares na equipe do bobsled, o ex-velocista Claudinei Quirino herdou uma vaga no trenó dos "Bananas Congeladas", que terminaram em último lugar depois de três acidentes na pista de gelo.

Como a detecção ocorreu em exame preventivo, realizado pelo COB em atletas classificados ou com chances de classificação para competições importantes, o brasileiro não será julgado pelas normas da Wada, a agência mundial antidoping.

Caso que não ocorreu com a russa Olga Pyleva, única atleta flagrada no exame antidoping durante os Jogos de Turim, foi suspensa por dois anos pela União Internacional de Biatlo e teve sua medalha de prata nos 15km do biatlo cassada pelo Comitê Olímpico Internacional.

Punição um pouco mais branda do que a do técnico austríaco Walter Mayer, banido do esporte por ligações com o doping nas Olimpíadas de Inverno de Salt Lake City (2002), mas que foi visto na centro olímpico integrado à delegação da Áustria, gerando um tumulto na cidade italiana.

EFE
Suspenso pelo COI até 2010, o austríaco Walter Mayer viajou escondido para Turim
A presença do treinador de biatlo, que não devia participar de Olimpíadas até 2010, provocou uma "batida" policial e de oficiais do COI nos alojamentos da delegação austríaca, confiscando materiais suspeitos de serem utilizados em práticas de doping. Além disso, dez atletas de cross country e biatlo foram submetidos a exames antidoping surpresas.

Apesar de nenhum teste positivo ter sido flagrado, dois biatletas abandonaram a equipe da Áustria com medo da legislação italiana, que quem for pego com drogas banidas ou no exame antidoping responde a processo criminal e pode pegar até dois anos de cadeia.

Ao ser reconhecido em Turim, Mayer até chegou a tentar o suicídio jogando seu carro contra uma barreira policial, quando fugia dos oficiais do COI. De volta ao seu país, o técnico punido foi internado em um hospital psiquiátrico.

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