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  06/03/2004 - 14h48
Brasil vence Portugal e decidirá título do Mundial de futebol de areia pela nona vez

Da Redação
Em São Paulo

A seleção brasileira de futebol de areia confirmou seu favoritismo neste sábado e, ao derrotar Portugal nas semifinais da competição que vem sendo realizada no Rio de Janeiro decidirá pela nona vez em dez edições o título mundial da modalidade. A final será contra a Espanha, que passou pela Itália, também neste sábado.

Oito vezes campeão mundial, o Brasil não deu chances a Portugal. No final, 7 a 2 para os brasileiros. O time oito vezes campeão do mundo dominou a partida desde o início, marcou 7 a 2 e se classificou para a decisão.

Em momento algum os portugueses ameaçaram e deram mostras de que poderiam reeditar o que fizeram em 2001, na Costa do Sauípe, quando eliminaram os brasileiros na semifinal daquele Mundial e se tornaram o único outro país a conquistar um título mundial, além do Brasil.

Agora, os brasileiros enfrentarão a Espanha, que venceu a Itália por 3 a 1, na grande decisão. Será uma reedição da final de 2003. À época, o Brasil ficou com o seu oitavo título ao bater a Espanha por 8 a 2. O título será disputado neste domingo, a partir das 10h (com transmissão ao vivo pela Rede Globo), em arena montada na praia de Copacabana. Na preliminar, às 8h45, Portugal e Itália disputam o terceiro lugar.

"Hoje (sábado, 06.mar) foi a nossa melhor partida até aqui, pois enfrentamos uma equipe perigosa, que marca muito. Tivemos determinação tática, vontade e muita aplicação. Defendemos bem e contra-atacamos melhor ainda. A conversa que tivemos na sexta-feira rendeu muito", comemorou o técnico Índio.

O único fato positivo para Portugal foi a presença de Madjer, que marcou dois gols e agora é o artilheiro isolado da competição, com dez gols. "Claro que é sempre bom ser o goleador de uma competição, mas o que importava era termos vencido esse jogo", lamentou o atacante. "Entramos mal no começo da partida, fizemos faltas bobas e esse tipo de erro, contra uma equipe do nível do Brasil, é fatal."

Autor de dois gols e vice-artilheiro da seleção com sete gols -contra oito de Benjamin- Jorginho não se preocupa com os números. "Essa briga pela artilharia deixo para o Benjamin, para o Neném. Minha função é outra. Se eu servi-los e o time vencer saio satisfeitíssimo", disse.

Diante da Espanha, a expectativa brasileira é de um jogo ainda mais difícil. "Contra eles é outro tipo de jogo, mas igualmente perigoso. Eles têm o Nico, um jogador importante para o esquema, e o Amarelle, que dispensa apresentações", elogiou Índio.

Jorginho também acredita numa final disputada. "Eles (os espanhóis) vêm fazendo um trabalho há três anos e já chegam à segunda final consecutiva. É a prova de quanto vem dando certo. Deve ser um grande jogo, entre duas novas gerações."

Até hoje, os espanhóis -cujas esperanças estão depositadas em Amarelle, considerado o melhor jogador do último Mundial- conseguiram derrotar o Brasil em duas oportunidades, ambas em 2000. A primeira, por 5 a 4, no Torneio de Dubai; e a segunda nos pênaltis, durante a III Copa Latina, na Costa do Sauípe.

Nico, que marcou seu quarto gol no torneio, tem esperança de repetir o feito na decisão. "O Brasil é simplesmente o melhor, mas, claro, esperamos um resultado diferente do que aconteceu na final do último Mundial. Estamos com mais confiança do que naquela oportunidade", garantiu ele.

Na seminfinal contra a Itália, a Espanha também não teve muito trabalho para confirmar seu favoritismo de atual campeã européia e acabar com o sonho italiano de disputar sua primeira final. Até o terceiro período, os espanhóis quase não foram ameaçados e, com um gol em cada tempo, abriram 3 a 0. A reação da Itália veio somente no terceiro período, com um gol do capitão Fruzzetti, artilheiro do time.

"Os italianos melhoraram demais em relação às últimas competições e exigiram que fizéssemos um bela apresentação para conseguir essa vitória", disse Nico, autor do primeiro gol da Espanha. "Felizmente, nós conseguimos marcar os gols e não demos chance de eles reagirem."

Apesar da derrota, o técnico da Itália, Pedro Pablo Pasculli, ficou satisfeito com o desempenho do time no Mundial, em que chegou à semifinal pela primeira vez desde 1996. "Ter chegado até aqui já era uma vitória para nós. Estou muito feliz com o que fizemos", comemorou o treinador. "Estivemos perfeitos na defesa até aqui, mas hoje concedemos dois gols em erros bobos e eles acabaram nos custando caro", lamentou Pasculli.


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