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  04/04/2004 - 14h10
Michel Conceição termina como único brasileiro sem medalha

Bruno Doro
Enviado especial do UOL
No Rio de Janeiro

Michel Conceição terminou o terceiro dia da Copa do Mundo do Rio de Janeiro com dois sétimos lugares, nas provas das barras fixa e paralela. Único brasileiro a se classificar para as finais em todas as provas que disputou, ele lamentou o fato de ter competido machucado no Rio, com uma lesão no pé esquerdo.

"Agora é o momento deles. O Mosiah e o Diego estavam muito bem preparados, sem lesão. É muito bom ver seus amigos sendo campeões mundiais, ou vice-campeões, como aconteceu hoje (domingo)", disse o atleta.

Conceição foi o único da equipe brasileira a terminar a Copa do Mundo sem nehuma medalha. Mosiah Rodrigues conquistou prata no cavalo com alças, Diego Hypólito foi ouro no salto e no solo, sua irmã, Daniele, foi ouro na trave e prata nas barras assimétricas. Camila Comin foi prata na trave e bronze no solo. E Daiane dos Santos foi ouro no solo.

Nas barras paralelas, Conceição foi o sétimo colocado com 8,312 pontos. O vencedor foi o norte-americano Brett McClure, com 9,675. Yernar Yerimbetov, do Cazaquistão, foi o segundo com 9,512, e Raj Bhavsar, dos Estados Unidos, o terceiro, com 9,412.

Na fixa, ele garantiu o sétimo lugar com 8,275. O primeiro foi Morgan Hamm, dos Estados Unidos, com 9,550. O segundo foi Yerimbetov, também com 9,550. O porto-riquenho Tommy Ramos completou o pódio com 9,187. Nessa mesma prova, Mosiah Rodrigues foi o quinto colocado, com 8,937. No sábado, ele já tinha sido sexto nas argolas.

"Um ponto positivo foi que cheguei nas finais nos três aparelhos em que me inscrevi. Sem contar que eram esses que estavam mais competitivos aqui no Rio", disse o ginasta.

Conceição, de 22 anos, é o menos badalado da equipe masculina brasileira que disputou a Copa do Mundo. No Rio, foi ofuscado pelos ouros de Diego Hypólito e por Mosiah Rodrigues, o único brasileiro que se classificou para as Olimpíadas. Os resultados abaixo dos companheiros, porém, não o abalaram.

"Sou ginasta há 15 anos e tenho que estar preparado para a derrota. Não vou ganhar sempre. Hoje foi o dia deles, mas no Pan-Americano, por exemplo, eu também pude brilhar", lembrou o ginasta, prata no salto e bronze no solo.


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