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  26/11/2005 - 05h59
Diego, que nunca ficou bêbado, rejeita comemoração

Murilo Garavello
Enviado especial do UOL
Em Melbourne (Austrália)

Longos períodos de treino, concentração, regras restritas de comportamento e alimentação. Tudo para que o ginasta chegue ao Mundial em sua melhor forma. Terminada a competição, medalha de ouro no peito, que regalia Diego Hypólito, 19, vai se permitir?

"Não vou me permitir nada, tudo continua igual, como antes. Não vou mudar por causa de uma medalha de ouro", diz o campeão, que não planeja nenhuma comemoração especial. "Não ligo pra isso, não. Talvez a gente vá comer no McDonald's, sei lá".

Refeições em lanchonetes, ricas em gorduras e carboidratos, são um dos itens proibidos para ginastas, que precisam manter o peso, em períodos de treino.

Em entrevista ao UOL Esporte, Diego afirmou que tampouco pretende realizar uma noitada. "Nunca fiquei bêbado, graças a Deus", disse. "Gosto de sair à noite, às vezes, mas sempre volto cedo, mesmo que não haja treino no dia seguinte".

Se Diego não planeja comemoração regada a bebidas alcoólicas, o técnico da seleção masculina, o ucraniano Vyacheslav Azimov, não esperou muito para festejar. Logo após a cerimônia de premiação, Azimov conversava com um colega de ex-URSS, já com o copo de cerveja vazio.

"Ele acertou o exercício quando tinha que acertar. Esperou três anos para ganhar, e conseguiu", disse Azimov, referindo-se ao quarto lugar obtido por Diego Hypólito no Mundial da Hungria, realizado na cidade de Debrecen, em 2002.


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