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  31/05/2006 - 11h17
Relatório inocenta Armstrong de doping na Volta da França

Das agências internacionais
Em Amsterdã (Holanda)

Uma investigação promovida por uma advogada holandesa livrou o ciclista norte-americano Lance Armstrong de ter vencido a Volta da França de 1999 com o uso de doping.

COMPLÔ

Armstrong manifestou, através de nota divulgada à imprensa, que seu alívio de ser inocentado das acusações, mas reiterou que crê em complô contra sua carreira. "Me acusaram falsamente de tomar drogas para melhorar meus resultados em 1999. O informe deixa claro que não há nenhuma verdade na acusação", disse.

Ele também disse que não leu o dossiê completo, mas agradeceu à gestão do comitê investigador da UCI. "Mesmo não estando surpreso com o resultado do documento, fico feliz porque confirma o que venho dizendo desde que isso começou".
O calhamaço de 132 páginas elaborado por Emile Vrijman, contratada no ano passado pela UCI (União Ciclística Internacional), também aponta conduta inadequada das autoridades antidoping do esporte em relação a Armstrong.

O diário francês L'Equipe publicou em agosto de 2005 que seis amostras de exames de Armstrong apontariam o uso de EPO em 1999, quando ele venceu pela primeira vez em sete conquistas da competição francesa. O norte-americano negou a informação.

A UCI então determinou que a holandesa iniciasse uma investigação a respeito do caso. Com a averiguação concluída, Vrijman concluiu que a WADA (Agência Mundial de Antidoping) agiu de maneira inapropriada e sugeriu que um tribunal discutisse possíveis violações legais e éticas pela entidade.

Vrijman afirmou que seu relatório "exonera Armstrong completamente a respeito do alegado uso de doping na edição de 1999 da Volta da França". O texto, porém, afirma que a UCI não danificou a imagem do ciclista ao passar ao "L'Equipe" informações sobre controle de doping.

Vrijman, que chefiou a WADA por dez anos e depois defendeu atletas acusados de doping, trabalhou no relatório junto de Adriaan van der Veen, cientista holandês.


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