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  18/08/2006 - 13h37
Atrasos nas obras do Rio-2007 preocupam TCU

Da Redação
Em São Paulo

As principais obras para o Pan-Americano do Rio de Janeiro correm risco de não ficar prontas até o início da competição, em julho de 2007. O Tribunal de COntas da União aprovou na quarta-feira um relatório analisando os trabalhos dos governos municipal, estadual e federal que sugere atrasos nas construção de instalações que serão usadas na competição.


COMISSÃO DE ATLETAS
CO-RIO
CO-RIO
Na quinta-feira, a Comissão de Atletas Pan-americanos fez sua primeira reunião e visitou as obras da Vila Pan-americana, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A Comissão, presidida pelo ex-jogador de vôlei Bernard Rajzman, integra o Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos Rio 2007 (CO-RIO) e serve como ponte entre atletas e o Comitê. A Comissão é composta por seis ex-atletas: Bernard Rajzman (vôlei), Hortência (basquete), Gustavo Borges (natação), Rogério Sampaio (judô), Marcos Soares (vela) e Robson Caetano (atletismo).
ATLETAS VISITAM VILA DO PAN
O TCU apontou problemas nas maiores obras que estão sendo realizadas no Rio de Janeiro: as construções do estádio João Havelange, no Engenho de Dentro, do complexo do Autódromo, em Jacarepaguá, do complexo Deodoro, na Vila Militar, e da Vila Pan-Americana, na Barra da Tijuca, além da reforma do complexo do Maracanã.

O relatório afirma que as obras ainda não suficientemente atrasadas para impedir a realização do Pan-Americano, mas alerta que se a falta de ação persistir, em breve o quadro se tornará irreversível. Por causa disso, o TCU passará a fiscalizar as obras mensalmente. Até agora, os relatórios eram trimestrais.

As obras para o Rio-2007 sempre despertaram suspeitas. No Complexo Deodoro, por exemplo, serão construídos o Centro Nacional de Tiro Esportivo, o Centro Nacional de Hipismo, um campo de hóquei sobre grama e uma piscina para as competições de Pentatlo Moderno. Apesar disso, as obras começaram há apenas 20 dias. No Autódromo, que ganhará a Arena Olímpica, um velódromo e um centro aquático, uma guerra de liminares atrasou em quase um ano o início das obras.

Aumento nos custos

No Maracanã, os atrasos também são regra. O estádio está sendo usado para o Campeonato Brasileiro de futebol e, como isso, as obras de adequação são paralisadas semanalmente e o ginásio do Maracanãzinho, que abrigaria o Mundial Feminino de basquete, em setembro, continua em reformas. Além disso, o Estado do Rio de Janeiro, que administra o complexo, avisa que os custos da reforma vão aumentar.

Segundo o jornal O Globo, as obras de adequação do Maracanã estão orçadas desde 2000, quando o estádio abrigou o Mundial de Clubes da Fifa. Desde então, o Rio ganhou o direito de organizar os Jogos Pan-Americanos e a lista de reformas aumentou. Por isso, os custos da obras, até agora em R$ 80 milhões, pode subir ainda mais.

O estádio de Engenho de Dentro está em situação parecida. O projeto pode custar até R$ 100 milhões a mais do que o planejado inicialmente. Além disso, um impasse entre o município e o estado envolvendo uma escola técnica que teria de mudar de endereço para obras de ampliação da capacidade de público (para a futura realização de Copa do Mundo ou Olimpíada) pode atrasar os trabalhos.


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