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  01/09/2006 - 15h09
Rio aprende com derrotas e já trabalha nos pontos fracos

Anderson Gomes
Especial para o UOL Esportes
No Rio de Janeiro

As derrotas nas candidaturas para as Olimpíadas de 2004 e 2012 serviram como aprendizado para o Rio de Janeiro. Para organizar os Jogos de 2016, a cidade já está procurando soluções para problemas apontados como os pontos fracos da cidade.

"Nossa primeira candidatura (2004) foi governamental e não esportiva. Na segunda, descobrimos que nosso ponto forte não nos levava à vitória, que era realizar o Pan em 2007", analisou César Maia, atual prefeito do Rio, que também estava no cargo nas duas campanhas anteriores.

Problemas de infra-estrutura, como a falta de leitos no padrão exigido pelo Comitê Olímpico Internacional e o sistema de transporte defasado, foram apontados como a principal falha da cidade. A avaliação foi feita pela empresa de consultoria internacional Event Knowledge Services, contratada pelo COB para analisar a postulação do Rio.

"Temos questões que ainda precisam ser definidas, mas temos alguns pontos favoráveis. Os investimentos imobiliários da área hoteleira na Barra da Tijuca, por exemplo, são da casa dos US$ 7,5 bilhões", afirmou Maia. "E todo o sistema público de transporte será revisado ainda neste ano. O projeto será apresentado dentro de um mês", continuou.

A principal preocupação e deficiência do Rio de Janeiro, porém, está nas questões ligadas à segurança pública. Maia anunciou que já existe um estudo para viabilizar melhorias neste aspecto. "Temos o projeto de uma central que vai integrar todas as esferas policiais e que vai custar cerca de R$ 70 milhões", encerrou.

Apoio paulistano - Ao contrário da candidatura para 2012, na qual Rio e São Paulo disputaram o direito de ser a postulante brasileira aos Jogos, desta vez as duas maiores cidades do Brasil se entenderam. Antes de oficializar a candidatura, César Maia ligou para o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

"São Paulo é a cidade mais importante do país e da qual o Rio depende muito. Perguntei se poderia enviar uma carta comunicando sobre a nossa possível candidatura. Ele me deixou à vontade para tomar qualquer decisão", afirmou o prefeito carioca.

Atualizada às 16h50


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