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04/09/2006 - 09h20

Badminton apela a gibi para tentar atrair jovens praticantes

Lello Lopes
Em São Paulo

Divulgação
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Capa da primeira edição da revista do badminton, que será lançada na quinta
SAIBA MAIS SOBRE O BADMINTON
O Brasil ganha na próxima quinta-feira um reforço para tentar popularizar o badminton no país. Mas não se trata de um jogador de elite internacional ou de um veterano da modalidade, e sim de personagens que não são de carne e osso. O lançamento de uma revista em quadrinhos é a aposta dos dirigentes para seduzir crianças e adolescentes a entrar em uma modalidade que é desconhecida de grande parte do público e tem baixo número de praticantes.

A idéia partiu de Francisco Ferraz, presidente da Federação de Badminton do Piauí (FEBAPI), após perceber que poucas crianças conheciam o esporte. "Fiquei pensando no que a criança ia gostar. Então lembrei do quadrinho, do gibi, de figurinhas", conta o dirigente.

Formando em administração, Ferraz usou parte da experiência adquirida na época em que cursou engenharia mecânica para desenhar as personagens principais da história. Como modelo, usou dois atletas conhecidos no esporte: Guilherme Kumasaka e Patrícia Oelke, que competiram nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003, na República Dominicana.

"Achei engraçado", revela Kumasaka sobre a própria caricatura. "O badminton é um esporte que está começando (no Brasil), tem algumas dificuldades, precisa de mais de mais divulgação", completa um dos principais atletas da modalidade no país.

QUEM É QUEM
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Bapi
Líder da turma no gibi, foi inspirado em Ferraz, criador da história
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Kumasaka Criado a partir de Guilherme Kumasaka, um dos atletas de elite do país
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Pati
Teve como modelo a atleta Patrícia Oelke, que foi ao último Pan, em 2003
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Bolota
Baseado em um atleta 'vida boa' do Piauí, que só quer ficar com o resto da turma
Mas, por enquanto, a divulgação ainda será pequena. A tiragem inicial da revista é de apenas 500 unidades. "Gostaria que a Confederação (Brasileira de Badminton) bancasse os gastos do volume 2. Mas o volume 1 vai ser o mais importante de todos porque vai servir de base para as crianças. O volume 1 é o pontapé inicial do projeto", diz Ferraz.

"Nós estamos procurando algum patrocínio para isso (fazer novas edições). A confederação não tem verba", rebate Celso Wolf Júnior, presidente da Confederação Brasileira de Badminton.

A primeira edição da revistinha foi feita na base da camaradagem e de ajuda estatal. Ferraz fez as caricaturas das personagens principais e roteirizou a história, que conta o surgimento do badminton e as principais regras do esporte. O cartunista Zorbba finalizou o projeto, que foi bancado pelas secretarias de Esporte e Lazer e de Educação de Teresina.

Os gibis serão distribuídos gratuitamente em clínicas de badminton e eventos do esporte pelo país. Quando a tiragem inicial se esgotar, as federações interessadas vão ter que encomendar um novo estoque (e bancar os custos) à gráfica no Piauí.

O badminton é um dos poucos esportes que nunca deram medalhas ao Brasil nos Jogos Pan-Americanos. Existem no país cerca de 6 mil praticantes, sendo que apenas 2,3 mil são filiados (ou seja, que efetivamente disputam competições da modalidade).

Os cartolas, entretanto, ainda não sabem o quanto a criação do gibi vai ajudar no aumento do número de praticantes.

"Acho que a revista será mais uma ferramenta para divulgar o esporte. Mas quantificar isso é difícil. De qualquer forma, vai ajudar", afirma Wolff Júnior.