O cronograma de entrega das obras para o Pan-Americano sofreram na terça-feira mais um duro golpe. Por decisão judicial, os trabalhos na Marina da Glória, sede da vela no Rio-2007, foram suspensas e só serão retomadas após autorização do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
| OBRA PODE OBSTRUIR VISÃO |
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 Projeto da Marina, com a novo garagem |
| Um estudo do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) alertou contra os problemas que as reformas na Marina da Glória podem causar na área. Segundo o documento, com a construção de uma nova garagem para os barcos, com altura prevista entre 11 a 19 metros, a visão dos morros da Urca, Pão de Açúcar e Cara de Cão seriam obstruídas em alguns pontos do Aterro do Flamengo. |
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Segundo o jornal
O Globo, a decisão do juiz em exercício da 11ª. Vara Federal do Rio, Fábio Cesar dos Santos Oliveira, envolve a conservação do Parque do Flamengo, vizinho à Marina. O Aterro, projeto de Burle Max e Affonso Reidy, é tombado pelo patrimônio histórico.
A abrangência da área protegida, porém, é polêmica. No projeto original de tombamento, de 65, são englobadas a área total do parque, além de uma faixa de 100 metros de praia. Segundo a Empresa Brasileira de Terraplanagem e Engenharia (EBTE), quando a administração da Marina passou do poder federal para o municipal, deixou de ser tombada.
A EBTE, que ganhou o direito de exploração da Marina em troca das obras de aproximadamente R$ 41 milhões previstas para o Pan, já tinha conseguido uma liminar, que autorizava o início dos trabalhos antes da autorização do Iphan. Essa liminar, porém, foi cassada.
Secretário municipal do Rio 2007, Ruy Cezar admitiu que essa decisão pode comprometer a realização dos eventos de vela no local, já que um acordo entre Iphan e EBTE deve demorar. "As intervenções na Marina da Glória são de difícil execução. O prazo atual para conclusão é abril, no limite do nosso compromisso com a Odepa. A Procuradoria Geral do município irá estudar o que fazer", disse Cezar ao
O Globo.