Robert Scheidt pode não admitir, mas o Pan-Americano do Rio de Janeiro, no ano que vem, está em segundo plano. Dedicando-se à classe Star, que está fora do Rio-2007, ele tentará uma vaga na competição continental na Laser, na qual é octacampeão mundial. A preparação para isso, porém, não será específica.
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 Enquanto Scheidt se dedica à Star, seus rivais por uma vaga no Pan-Americano na classe Laser se preparam para tentar desbancá-lo. Bruno Fontes, Eduardo Couto, Mateus Tavares, Andreas Perdicaris e André Streppel estão em Jeju, na Coréia do Sul, para o primeiro Campeonato Mundial da classe sem o supercampeão. É a primeira chance para o grupo dar a Scheidt um recado: a vaga na Laser para o Pan do Rio ainda não tem dono. |
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O calendário 2007 de Scheidt será misto, incluindo competições nas classes Laser e Star. Isso significa que, a cada competição, o brasileiro terá de fazer uma adatação. O Laser é barco menor, com 4,3 metros de comprimento, e velejado apenas por uma pessoa. O Star é maior, com 6,9m, e com tripulação formada por duas pessoas.
Para piorar, no primeiro semestre, ele e seu proeiro, Bruno Prada, podem disputar um torneio nos Estados Unidos na Star, às vésperas da seletiva do time brasileiro para o Pan. "Não vou deixar a classe Star no ano que vem. Para o Pan, minha preparação vai ser feita basicamente no Brasil. Não vou competir em nenhum torneio no exterior na Laser", avisou o paulista, de 33 anos.
Mesmo assim, as competições em duas classes vão complicar, e muito, a vida do bicampeão olímpico. O primeiro exemplo acontece ainda em 2006. Scheidt termina de disputar o Mundial da Star, em São Francisco (EUA), no dia 8 de outubro.
A partir do dia 11, ele pretende correr o Pré-Pan, competição que define os países classificados para cada uma das classes no Rio-2007 (como país sede, o Brasil já está garantido em todas as disputas). A competição não é obrigatória para os brasileiros, mas seria a primeira de Scheidt na classe Laser no ano.
"É um campeonato que eu quero correr, mas vai depender muito do que acontecer no Mundial de Star. Eu teria que voltar correndo dos Estados Unidos e velejar no dia seguinte. Serão três semanas de treinos intensos e de uma competição duríssima em São Francisco. Só vou velejar no Rio se não estiver muito cansado", explica.
Caso conquiste a vaga no Pan, mais uma maratona. Entre 2 e 13 de julho de 2007, Scheidt e Prada competem no Mundial de Cascais, em Portugal, que define os países que vão velejar em Pequim-2008. Entre 22 e 29 de julho, disputa o Pan-2007. No dia 10 de agosto, vai para a China, para, ao lado de Bruno Prada, disputarem a Semana Pré-Olímpica de Qingdao, na mesma raia em que serão disputados as Olimpíadas de 2008.
"Será muito corrido. Quatro dias depois do Mundial, já estarei no Rio. Uma semana depois do Pan, já tenho que estar na China. Eu até tentei mudar isso, fazendo pressão para que a Star fosse incluída no Pan, mas preferiram a Sunfish, uma classe menor e sem o mesmo nível técnico", reclama.
Scheidt está no meio do processo de mudança de classe. Depois de 15 anos dominando a Laser, em 2006 ele passou a se dedicar à Star, para, em suas palavras, "ter um novo desafio". Ele seguirá competindo em duas classes até 2007, quando decide em que classe tentará classificação para as Olimpíadas de Pequim. Caso opte pela Star, terá o desafio de eliminar Torben Grael, bicampeão olímpico e velejador com o maior número de medalhas em Olimpíadas no mundo, nas seletivas brasileiras para os Jogos.