O cavaleiro Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, pode defender a Grécia em torneios internacionais. Mas não quer. Casado com a grega Athina Onassis, o brasileiro, medalha de bronze com a equipe brasileira nos Jogos Olímpicos de Atlanta-96 e Sydney-2000, deve conseguir em breve a nacionalidade grega, mas não deve "migrar" esportivamente.
| A PRINCESA E O CAVALEIRO |
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 Doda casou-se com Athina Onassis em dezembro do ano passado, três anos depois de se conhecerem. Ela é a única herdeira do armador grego Aristóteles Onassis, que ficou famoso ao se casar com Jackie Kennedy, viúva do ex-presidente dos Estados Unidos John Kennedy. Athina é uma das mulheres mais ricas do mundo. Ela herdou US$ 2,7 bilhões de seu avô, depois de completar 18 anos de idade, em 2001. |
"Essa hipótese de defender a Grécia é só isso, uma hipótese. Minha esposa é grega, eu estou tentando a nacionalidade grega e meus filhos serão meio brasileiros, meio gregos. Se me apresentassem um caso similar e perguntassem minha opinião, acharia normal a pessoa poder optar por outra nacionalidade", explica.
O motivo para isso é a chance de disputar o Pan-Americano no Brasil e o as Olimpíadas de Pequim, em 2008. "Meu objetivo ainda é defender o Brasil. Ainda mais com o Pan do Rio e a proximidade da Olimpíada", avisa.
Toda a confusão sobre a possível mudança de nacionalidade de Doda começou quando ele foi disputar uma competição na Grécia. Na entrevista coletiva, ele foi questionado sobre a chance de defender a Grécia ao lado da mulher Athina Onassis. "Ela disse que, se um dia chegar a um nível bom para defender a Grécia, adoraria ter a chance de competir ao meu lado. Nesse caso, eu poderia aceitar, mas dependeria muito", disse.
Segundo Doda, uma série de fatores teria de se materializar para ele considerar a mudança. "Para começar, o Brasil precisaria ter um número de cavalos e cavaleiros suficientemente bons para que minha ausência não fizesse diferença. Depois, a equipe Grega deveria realmente precisar de um cavaleiro como eu. Só assim essa mudança faria sentido".
 Doda (2º a partir da esquerda) posa com a medalha de bronze dos Jogos de Sydney-2000, ao lado de André Johannpeter, Rodrigo Pessoa e Luiz Felipe Azevedo. |
PÁGINA DE HIPISMO DO PAN |
A mudança, porém, pode acontecer do outro. Pelo casamento com Doda, Athina também poderia se naturalizar brasileira e, consequentemente, disputar uma vaga na equipe brasileira.
Decepção no MundialDoda aproveitou também para comentar a performance brasileira nos Jogos Eqüestres Mundiais, disputado em Aachen, na Alemanha, no mês passado. A equipe brasileira acabou em 10º lugar, após uma série de problemas antes da competição. Dos cinco principais cavalos do time, quatro se contundiram.
Com Nike, um de seus cavalos intermediários, ele foi o 66º no individual. "Foi um azar, mas foi uma boa competição, considerando o cavalo que tive a chance de usar", analisou. O campeão olímpico Rodrigo Pessoa também elogiou o cavaleiro. "A performance do Doda foi excelente. O cavalo dele não estava preparado para o Mundial".
Doda esteve em São Paulo apenas para o Concurso Internacional de São Paulo, que termina nesta terça-feira na Sociedade Hípica Paulista. Na quarta-feira ele parte para a Europa, onde está se preparando para as etapas classificatórias da Copa do Mundo. A final está marcada para abril, em Lãs Vegas, e, até lá, seus cavalos já estarão recuperados de lesão.