UOL Esporte - Pan 2007
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01/03/2007 - 16h42

Governo Federal cede e libera mais R$ 100 milhões para o Pan

Bruno Doro
No Rio de Janeiro

Antes do Carnaval, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, disse que as contas do Pan-Americano, por parte do Governo Federal, estavam fechadas. Nas palavras dele, após reunião entre os três poderes envolvidos no Rio 2007, realizada no dia 14 de fevereiro, tinha sido "colocado um ponto final nessa questão de orçamento".

As obras de reforma do complexo do Maracanã - que envolve o Maracanã, Maracanãzinho, estádio Célio de Barros e o Parque Aquático Júlio Delamare - empregam, atualmente, 1.800 trabalhadores. A obra mais complexa é a do Maracanãzinho, que está sendo totalmente reformado. De antigo, apenas a aparência externa, mesmo assim com alguns detalhes diferentes, como uma cúpula de policarbonato que permitirá a iluminação e a ventilação naturais.

Internamente, o ginásio está ganhando quadra e arquibancadas; a nova iluminação artificial terá padrão internacional, a mesma adotada em Olimpíadas. A pintura do interior será em cores não-reflexivas e haverá acesso à cúpula - inclusive ao placar eletrônico - e a todo módulo circular do ginásio, através de estruturas metálicas. A cúpula é o grande diferencial do projeto. Para a sua instalação a empresa retirou 40 toneladas de concreto que estavam na parte superior do ginásio desde os anos 70. No local foram instalados os tirantes que dão suporte à gôndola e a uma passarela que dará acesso a toda a parte superior do Maracanãzinho, para a manutenção da iluminação, do ar condicionado e do som.
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Esse ponto final, porém, durou duas semanas. Nesta quinta-feira, o governo federal liberou mais R$ 100 milhões para o Estado do Rio de Janeiro. O anúncio foi feito no início da tarde, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, durante reunião com o governador Sérgio Cabral e o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão.

A verba possibilitará a agilização das obras no Complexo Maracanã-Maracanãzinho, para que os equipamentos estejam prontos para o maior evento, a partir do dia 13 de julho. Ao anunciar o novo aporte de verbas, porém, o Estado não detalhou se ela será totalmente usada no Complexo do Maracanã.

Caso isso aconteça, o custo da reforma do complexo chegará a R$ 394 milhões. O valor seria maior do que a principal obra do Pan-Americano, o do Estádio João Havelange, que está sendo construído por R$ 330 milhões. Mesmo antes do novo reforço de orçamento, a reforma já era considerada cara pelo secretário de Esportes do estado, Eduardo Paes.

Segundo ele, o Estado não tem como medir o estouro de orçamento por ter assumido as obras já em sua fase de conclusão. A reforma começou na gestão anterior, de Rosinha Garotinho, governado do Rio até o ano passado. "Vale a pena o Maracanã ficar do jeito que vai ficar depois da reforma, mas é difícil dizer se a reforma poderia ter sido mais enxuta porque pegamos a obra agora", disse o secretário no dia 15 de fevereiro.

A assinatura da medida provisória liberando os recursos será feita na próxima quarta-feira, quando o presidente estará no Rio. As verbas que serão liberadas são provenientes de emendas parlamentares e já tinham sido pleiteadas pelo governo na reunião do dia 14 de fevereiro com a ministra Dilma Roussef.

"Essas verbas já tinham sido pleiteadas pelo Governo do Estado e a comemoração é dupla, porque, além da liberação desses recursos, a retirada da Prefeitura do Rio do Cadastro de Inadimplentes (que aconteceu na segunda-feira) vai permitir a liberação das verbas para a conclusão dos equipamentos municipais, como as obras do complexo do autódromo e o estádio João Havelange", comemorou o vice-governador Luiz Fernando Pezão.

Além do Complexo do Maracanã, o governo estadual é responsável ainda pelas obras na Lagoa Rodrigo de Freitas. A dragagem deve estar concluída na próxima semana. No total, serão retirados 97 mil metros cúbicos de lama, numa extensão de dois quilômetros de extensão. O custo total, que inclui ainda a construção de um píer flutuante para as provas de remo e canoagem, é de R$ 4,5 milhões.

Outra responsabilidade é a reforma do estádio de remo, onde está sendo construído um bloco de arquibancadas. O custo é de R$ 4,7 milhões, e serão utilizados dois mil metros cúbicos de concreto e cravadas 140 estacas. Para que as arquibancadas possam ter a altura de acordo com as especificações técnicas exigidas para a competição, foi implodido o antigo bloco de arquibancadas. As obras serão entregues em maio.