Imagine-se indo a uma exposição que misture o esporte com a mais alta tecnologia existente. Nessa exposição o visitante poderia interagir com as obras por meio de simuladores. Seria possível avaliar a eficiência de sua dieta esportiva, seus métodos de chute no futebol, ouvir o som dos seus músculos em ação ou ainda competir uma pequena corrida com um amigo e depois, em câmera lenta, analisar a técnica das passadas.
| CURIOSIDADES DA EXPOSIÇÃO |
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 1) Atletas de alto nível têm maior capacidade de detectar informação visual. Por isso reagem mais depressa
2) Quando Linford Christie ganhou o ouro olímpico nos 100 metros em 1992, sua velocidade máxima foi de 43,5 km/h.
3) A quantidade de sangue bombeada pelo coração de um atleta em competição é semelhante à capacidade de um tanque de gasolina de um automóvel pequeno.
4) Brenda Schultz-McCarthy detém o recorde de serviço mais rápido da história do tênis: 196 km/h. |
Agora imagine que essa exposição está com tudo pronto para vir ao Brasil, tendo como gancho a realização do Pan. Pois realmente estava. Há cerca de um ano, o célebre Science Museum de Londres contatou o Comitê Olímpico Brasileiro com uma proposta: trazer a exibição "Ciência do Esporte" como atração dos Jogos Pan-Americanos, com a condição de que o COB garantisse a logística necessária para instalá-la e arcasse com algumas taxas. O preço do transporte de ida a volta seria pago pelas autoridades britânicas.
A resposta que os responsáveis pela exibição receberam foi de que o COB estava procurando patrocínios, seguido de um longo silêncio. "Ficamos perdidos. Não podemos pagar tudo", afirmou a responsável pela negociação, Astrid Mascher, que em entrevista para o
UOL Esporte. "Nós estamos negociando com o COB, mas ainda temos que finalizar o acordo e o local onde será exibida", afirmou Mascher em outro contato com a reportagem.
Acontece que não haverá exibição. O motivo? Falta de verba. Foi o que declarou em caráter oficial o Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos 2007 (cuja sigla é Co-Rio): "É um projeto muito interessante, mas depois de analisá-lo, verificou-se que não há verba o suficiente. Há muitos outros projetos sendo analisados e como este é relacionado à cultura não será realizado". O dinheiro envolvido necessário ou a possibilidade de haver algum patrocinador não foram revelados.
Ao mesmo tempo público e obraInaugurada em 1997, no Science Museum, a exposição da "Ciência do Esporte" atraiu cerca de 800 mil pessoas durante os 17 meses em que permaneceu aberta por lá.
Com um conteúdo capaz de causar admiração em crianças e adultos, a exibição é uma oportunidade para os visitantes se envolverem com o esporte e exercitarem seu corpo e mente. Com 14 estandes, todos interativos, o público deixa de ser passivo para tornar-se parte da obra.
| LABORATÓRIO DO PAN NEGA QUE NÃO TENHA CAPACIDADE |
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Um dos trunfos do Rio para bater a texana San Antonio como sede para o Pan de 2007 foi ter um laboratório na cidade com capacidade de fazer os exames antidoping com rapidez.
Segundo relato da agência de notícias EFE, porém, essa diferença não seria tanto assim. A falta de elementos necessários para se detectar substâncias como cocaína, maconha e anfetaminas impediria o Ladetec de realizar os testes.
Entretanto, o diretor do laboratório, Francisco Radler, desmentiu as informações: "O ministro do Esporte [Orlando Silva Jr.] já constituiu uma comissão para que cheguem os padrões que estão faltando", afirmou Radler, "Não há nada de catastrófico. O governo federal já gastou mais de sete milhões de reais. E os exames serão realizados". |
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Alguns temas, como o doping, têm tratamento especial e o visitante pode conhecer toda a linha do tempo das trapaças por meio do uso de substâncias ilícitas no esporte. O primeiro registro que se tem do uso de drogas no esporte, por exemplo, foi nos Jogos Olímpicos da Antiguidade, ainda realizados na Grécia. Para se preparar para as provas, os gregos faziam uso de estricnina e cogumelos alucinógenos.
Desde que foi concebida, a exibição circulou por diversas partes do mundo como Portugal, Espanha e Atenas, durante os Jogos Olímpicos de 2004. Até hoje, mais de dois milhões de pessoas já visitaram a exibição. Esse privilégio, entretanto, não será concedido aos brasileiros.
Muito mais modesta, a alternativa do carioca é conhecer a exposição "Pan 2007 - das obras ao pódio". Organizada pelo Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Rio (Seconci-Rio) e com entrada gratuita, o visitante poderá conhecer um pouco da origem e evolução dos Jogos Pan-Americanos, além de ter um contato mais próximo de algumas modalidades disputadas no Pan.
No lugar de estandes interativos e tecnológicos, essa exposição tem como tesouro alguns uniformes brasileiros nos Jogos e réplicas de medalhas. A exibição está aberta ao público de segunda a sexta, das 8h às 16h, na Rua Pará, 141, Praça da Bandeira, Rio de Janeiro.