Tráfego saturado, longos engarrafamentos. Esta é a avaliação dos principais engenheiros de transporte da cidade sobre o trânsito no Rio no Pan.
| PISTA COMEÇA SER MONTADA |
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| Projetada na Holanda por uma empresa especializada, a pista do velódromo do Pan-Americano - de 250 metros de extensão e feita em pinho siberiano (um tipo de mármore vindo do Canadá) - começou a ser montada nesta quinta-feira e tem previsão de finalização em cinco semanas. Dez técnicos estrangeiros farão o serviço da montagem. Segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, a estrutura atende às exigências de entidades nacionais e internacionais do esporte. |
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Sem a prefeitura e o governo do Estado terem conseguido expandir as redes de transporte de massa, a cidade receberá cerca de 300 mil pessoas a mais sem estar "pronta" para o evento. As competições serão disputadas nas quatro zonas da cidade.
"Sem dúvida que [o Rio] não [está pronto]. O sistema de transportes já apresenta sérias restrições para atender apenas à sua população. Imagine incorporando a demanda adicional pelas viagens geradas pelos Jogos", disse o professor Licínio da Silva Portugal, que integra o programa de engenharia de transporte da Coppe (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia) da UFRJ.
"Não dá para dar fazer uma análise porque tecnicamente pouca coisa foi feita na cidade", disse a professora Eva Vider, da Escola Politécnica da UFRJ. Já o professor Paulo César Martins Ribeiro, da Coppe, preferiu classificar como uma "grande incógnita" o funcionamento do trânsito no Rio.
Apesar do cenário conturbado, a Prefeitura do Rio apresentou o planejamento de trânsito. Sem poder contar com novas linhas de metrô e trem, a Secretaria de Transporte anunciou a criação de faixas seletivas nas duas linhas, que funcionarão como corredores exclusivos para credenciados.
O plano estimula torcedores a usar os transportes públicos. Várias ruas serão fechadas. "Acredito que nada vai se tornar pior do que já é", disse o secretário Arolde de Oliveira.