Ao incluir o nome de Nenê na lista para o Pan, a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) deu continuidade a sua queda de braço com o pivô do Denver Nuggets. Desde que chegou à NBA, o jogador tem problemas com a seleção.
Em seguidas entrevistas neste ano, Nenê afirmou que não disputaria a competição e que não voltaria à seleção em protesto contra a atual administração. Ainda assim, o técnico Lula Ferreira convocou o atleta para o evento do Rio de Janeiro, assim como já havia feito para o Mundial do Japão do ano passado.
A explicação de Lula é simples: ele convoca e cabe ao jogador dizer não. "O Nenê só não se apresentou duas vezes. Uma vez porque pediu dispensa para se casar. Na outra, por causa do joelho. Ele está convocado e resta a ele que diga se vai se apresentar ou não", diz o treinador.
A maior prova de que Nenê está fora da seleção, porém, é a última participação do jogador em campeonatos pela equipe. Segundo a CBB, a última vez em que o pivô jogou com a camisa verde-amarela foi em 2003, no último Pré-Olímpico, após sua primeira temporada na NBA. Desde então, nunca mais se apresentou.
Segundo o presidente da Confederação Brasileira de Basquete, Gerasime Bozikis, o Grego, a responsabilidade de defender a seleção é dos jogadores. "Estamos cumprindo o procedimento, que é avisar a NBA da convocação e esperar que os norte-americanos definam o valor do seguro. Assim que fizerem isso, os cinco atletas da NBA estão liberados e cabe aos jogadores aceitar ou não a seleção. Eu não tenho problema nenhum com o Nenê. Ele é um orgulho para o nosso basquete", afirma
A versão de Nenê, porém, é diferente: "É muito difícil eu voltar agora para a seleção. Do jeito que as coisas estão, só Deus sabe a hora que vou voltar. Ter que dizer isso é uma coisa que me deixa chateado. É difícil a minha participação nos Jogos Pan-Americanos e no Pré-Olímpico", havia dito Nenê.
A participação dos atletas da NBA no Pan ainda é incerta, mas a liga norte-americana já divulgou comunicado para suas franquias informando que um acordo com a Fiba (Federação Internacional de Basquete) pede a liberação dos atletas estrangeiros para seus países. Isto é, a participação, ou não, no Pan e no Pré-Olímpico pode depender apenas dos jogadores.
Leandrinho afirmou em entrevista ao site "Hoops Hype" que deseja jogar no Pan e em Las Vegas. "Eu amo basquete e sempre quero ter uma bola de basquete nas minhas mãos", afirmou. O atleta, porém, já tinha dito em entrevistas anteriores que o Phoenix podia tentar barrar o atleta e que ele tentaria usar a ausência no Pan para jogar em Las Vegas.
Anderson Varejão foi o primeiro a manifestar interesse em jogar o Pan. Mas o atleta será agente livre restrito ao final da participação do Cleveland Cavaliers nos playoffs e sua situação contratual pode ser um empecilho.
Assim como pode ser para o pivô Rafael "Baby" Araújo, cujo vínculo com o Utah Jazz se expira ao final do campeonato. O jogador não conseguiu se firmar na liga norte-americana em seus três primeiros anos. A seleção poderia ser uma oportunidade para ele mostrar serviço ou uma opção de risco de lesão.
O último brasileiro na elite do basquete mundial é o ala Marquinhos. Ele chegou à NBA no ano passado, não se firmou no New Orleans Hornets e pouco jogou. A equipe já demonstrou interesse em vê-lo jogando e, provavelmente, Marquinhos será o atleta com a liberação mais tranqüila para as duas competições.