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15/06/2007 - 17h01

Confusão e falta de informação marcam evento-teste no Riocentro

Bruno Doro
No Rio de Janeiro

O primeiro evento-teste do Riocentro, uma das instalações mais importantes do Pan-Americano do Rio de Janeiro, começou com o pé esquerdo nesta sexta-feira. O Desafio Internacional de Handebol está sendo disputado no Pavilhão 3 do complexo e, em seu primeiro dia, foi marcado pela confusão.

FALHAS NA ORGANIZAÇÃO
Bruno Doro
A reportagem do UOL avisou a organização do Rio 2007 de que o portão estava aberto
Bruno Doro
No pavilhão ao lado do local do amistoso, operários faziam últimos reparos no teto
Bruno Doro
Logo após passar pelo portão, foi possível chegar à quadra (f) sem qualquer controle
Bruno Doro
Do lado de dentro do Riocentro, jogadores elogiaram a qualidade do piso da quadra
Com 9 pavilhões, o Riocentro é um complexo gigante na Zona Oeste carioca. Apesar do tamanho, a sinalização nas ruas que cercam o complexo não indicam quais os portões para se chegar ao local da disputa de handebol. A reportagem do UOL Esporte perguntou para dois seguranças em diferentes pontos do local e foi enviado ao portão 8.

Na entrada, porém, mais um problema da organização. Um dos voluntários na porta informou que a entrada seria feita no portão 4, do outro lado do complexo. Questionado sobre a possibilidade de informar aos vigias do complexo sobre essa informação, o voluntário disse que "quando você passar por lá, você mesmo avisa".

A segurança do Riocentro também estava falha. Ao lado do Portão 8, bastava uma caminhada para chegar a um portão aberto, sem seguranças ou checagem de credenciais de acesso. Ao entrar pelo local, a reportagem conseguiu chegar aos locais de competição sem ser revistada ou sem validar sua credencial, como os outros repórteres tiveram de fazer.

Além disso, o evento-teste não teve uma área em que a imprensa pudesse trabalhar. Na arena, os jornalistas foram confinados às laterais da arquibancadas e não podiam deixar o local, apesar da arquibancada estar vazia. Para ir até a zona mista, onde os atletas dão entrevista, ou à sala de coletivas, os jornalistas só puderam ir escoltados.

Para os atletas, porém, não existiram problemas. "Está tudo muito bom. Os vestiários e a área dos atletas não deixa nada a desejar para nenhum evento no mundo. Não está no nível olímpico, mas está perto", disse o goleiro da seleção brasileira, Alê Vasconcellos.

Destaque do Brasil, Bruno Souza também elogiou o local. "A arena está bem bonita e no nível internacional. É claro que na Europa, os ginásios são maiores em termos de público, mas a área de jogo está muito boa."

Até mesmo o goleiro Jorge Martinez, capitão da seleção espanhola, elogiou o local. "O piso está adequado e não agride as articulações. Além disso, absorve muito bem o suor, algo que não acontece sempre. A infra-estrutura fora de quadra também está boa", afirmou o jogador.

O Desafio Internacional de Handebol segue até domingo. No sábado, o Brasil enfrenta o México a partir de 10h. A Rússia enfrenta a Espanha logo a seguir. No domingo, a Espanha enfrenta o México, às 8h, e o Brasil fecha o desafio contra a Rússia.