O presidente do Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, Carlos Nuzman, admitiu que os problemas enfrentados no Desafio Internacional de Handebol, no Riocentro, podem acontecer durante o Rio 2007. No primeiro dia do evento-teste, quem foi ao local viu problemas de segurança e falta de sinalização e informação.
O primeiro evento-teste do Riocentro, uma das instalações mais importantes do Pan-Americano do Rio de Janeiro, começou com o pé esquerdo na sexta.
Em seu primeiro dia, o Desafio Internacional de Handebol está sendo disputado no Pavilhão 3 do complexo foi marcado pela confusão. |
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"O início vai ser sempre assim. É natural que em uma instalação nova, em que você estabelece critérios novos de entrada e saída, problemas aconteçam. E devem acontecer problemas nos dois, três primeiros dias do Pan, assim como acontecem nos Jogos Olímpicos. Por mais que você visite uma instalação, ela ganha forma diferente durante a competição", afirmou o dirigente, que esteve neste sábado pela manhã no Riocentro.
Na sexta-feira, a reportagem do
UOL Esporte notou uma série de problemas, como portões abertos e sem segurança, além de funcionários do complexo e voluntários do evento sem informação. Neste sábado, a maioria dessas dificuldades foi superada pela organização.
Com voluntários melhor informados, e em maior número, as confusões do primeiro dia não se repetiram. A sinalização fora do Complexo ainda deixa a desejar, mas nas entradas os seguranças e agentes da Força Nacional já dão informações mais precisas. As entradas que não tinham seguranças na sexta-feira também foram fechadas.
Dentro do Riocentro, um voluntário ficou parado em cada ponto que poderia confundir quem fosse ao evento, para dar informações. Além de voluntários, alguns Guias Cívicos, projeto do governo federal que capacita jovens de comunidades carentes para trabalhar no Pan, também estavam participando da organização.
Apesar da evolução da organização no evento, Nuzman minimizou a importância dos testes. "Por um lado, evento-teste é sempre melhor. Mas por outro, o sistema de entradas só mostra onde estão as possíveis falhas na hora, quando a massa de torcedores chega. Um evento isolado não mostra onde estão todas as falhas e o que deve ser corrigido".
O presidente do CO-Rio elogiou bastante a arena, mas admitiu que o local pode ser pequeno. Além do handebol, serão disputadas na mesma quadra as partidas de futsal. "Falam que não precisávamos de tantas instalações, mas agora falta uma. Acho que os 3500 expectadores dessa arena são insuficientes para o futsal, mas já estávamos trabalhando com essa dificuldade há algum tempo", admitiu.