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19/06/2007 - 19h35

Justiça concede liminar a cavaleiro e aumenta polêmica do Pan

Mariana Franceschinelli
Em São Paulo

A Justiça concedeu nesta terça-feira uma liminar com a anulação do adendo que estabelece uma nova regra na seletiva do hipismo para os Jogos Pan-Americanos. Desta forma, o cavaleiro Vítor Alves Teixeira passa a integrar a equipe pan-americana de hipismo no lugar de Pedro Veniss.

Folha Imagem
Vítor Alves Teixeira passa a integrar a equipe de saltos que irá ao Pan do Rio
"Eu não posso dizer que estou feliz. Esta história ficou com marcas de tristeza. Não precisava ter recorrido a Justiça comum. Por tudo que fiz pelo hipismo, merecia consideração. Eu consegui mostrar na pista. Merecia ser tratado com respeito. Mas vou esquecer tudo. Agora é hora de lutar pela equipe, pela união e reconquistar a medalha de ouro do Brasil", comenta Teixeira, campeão pan-americano em Mar del Plata-95.

A Confederação Brasileira de Hipismo mudou a regra no meio das seletivas de saltos para o Pan. Com as novas regras estabelecidas por um adendo nas regras, pelo presidente da confederação, Maurício Manfredi, em abril, os cavaleiros não poderiam ter mais de 28 pontos perdidos, e nem ser eliminado em nenhuma das provas do processo de seleção.

Ao final das seletivas, apenas uma cavaleiro, César Almeida, conseguiu ficar dentro do critério estabelecido pela entidade. Com isto, os outros dois conjuntos restantes foram escolhidos por critérios subjetivos, abrindo uma nova frente na batalha entre "nacionais" e "europeus" para os Jogos do Rio.

Lúcia Maria Santa Cruz, chefe de equipe de saltos do Pan, escolheu, através de critérios subjetivos, Karina Jonhampeter, herdeira de Gerdau como uma das atletas convocada para os Jogos. No Pan de Santo Domingo-2003, Karina, então com 19 anos, sofreu uma queda com seu cavalo, Faust de Raon, e teve o pior desempenho entre os competidores brasileiros. O outro atleta convocado por Lúcia foi o "europeu" Pedro Veniss, que não participou da seletiva.

Com a liminar, a Justiça suspende a validade e a aplicação do adendo e a exclusão da equipe de todos os conjuntos que não tenham se submetido às provas seletivas, além de aplicar multa em caso de descumprimento da presente decisão, com valor de R$ 50 mil. O processo foi julgado na 5ª Vara Cível, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Desta forma, a seleção brasileira de hipismo passa a ser composta pelos pré-convocados, Rodrigo Pessoa e Bernardo Alves, e pelos três primeiros classificados na seletiva para os Jogos: César Almeida, Vítor Alves Teixeira e Karina Johannpeter, como reserva.

Através de sua assessoria, a Confederação Brasileira de Hipismo informa que soube do caso no final da tarde desta terça-feira. O processo será encaminhado ao advogado da entidade. A CBH informa que irá se pronunciar somente nesta quarta-feira, e que pode recorre a liminar até a próxima segunda (25).