UOL Esporte Radicais
 
20/11/2008 - 16h50

Para Burnquist, lema 'caiu, levanta' também se aplica na Megarampa

Felipe Munhoz
Em São Paulo
Após receber os últimos ajustes, a megarampa montada no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, foi liberada nesta quinta-feira para os skatistas e atletas do BMX iniciarem o primeiro treino oficial. De acordo com o skatista Bob Burnquist, um dos responsáveis pela realização do evento, apesar de ser mais arriscado, o lema da modalidade - "caiu, levanta" - também se aplica nesta competição.

VEJA A PROGRAMAÇÃO DO EVENTO
Felipe Munhoz/UOL
Atletas fizeram o primeiro treino oficial no Sambódromo, em SP
SÁBADO
12h - Abertura dos portões para o público
12h às 14h - Treinos
14h às 16h - Classificatórias "Big Air" Skate
16h às 16h30 - Demo BMX
16h30 às 18h - Xpression Session (Melhor Manobra)
DOMINGO
8h - Abertura dos portões para o público
8h30 às 10h - Treinos
10h às 11h - Demo BMX
11h30 às 12h30 - Final "Big Air" Skate
13h às 13h30 - Aéreo (High Air)
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"No skate, as dificuldades nos dão mais inspiração. É claro que você precisa se sentir seguro e decidir quando você está pronto para encarar uma megarampa. O 'caiu, levanta' também serve para esta competição. Tudo bem, o 'levanta' pode demorar mais neste caso, mas isso nos motiva", afirmou Burnquist.

A megarampa tem 1,3 mil m² de área construída e altura equivalente a um prédio de nove andares (27 m). O risco de queda é maior do que a modalidade vertical, por exemplo, porque os competidores atingem uma velocidade de cerca de 80 km/h na descida da rampa e saltam sobre um vão livre de 20 m.

Antes do primeiro treino, a pista recebeu alguns acertos. Segundo Burnquist, atual campeão do "Big Air" nos X-Games da Califórnia, nos Estados Unidos, foi preciso dar um pouco mais de velocidade na pista para que os atletas tivessem mais segurança.

"Ontem o Danny (Way) foi o primeiro a experimentar a megarampa. Depois da montagem, o maior risco é sempre de quem vai na frente, por que o vento e a umidade fazem muita diferença de um lugar para o outro. Infelizmente, ele acabou tendo a queda, que é normal para nós. Mas agora já melhoramos a pista", explicou o brasileiro.

Após a queda, Danny Way foi hospitalizado na noite da última quarta-feira e corre o risco de não participar do evento. Segundo Luis Henrique Vieira, fisioterapeuta da Confederação Brasileira de Skate e um dos membros da equipe médica de plantão no local, é muito difícil assegurar a presença do skatista norte-americano.

"Ele sofreu um trauma, não teve fratura. Mas todo mundo sabe que ele é meio louco e é capaz que vá querer competir mesmo assim, apesar de não aconselharmos", ressaltou o fisioterapeuta.

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