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Conquista inédita de Marilson em Nova York, ouros da ginástica e futebol de areia salvam ano do Brasil
Após o grande desfecho de 2005, o Brasil perdeu um pouco o brilho e não se manteve à altura as conquistas mundiais do ano passado. As vitórias, raras, foram garimpadas de um ano sem Mundiais. A principal delas veio apenas em novembro, com o maratonista Marilson Gomes dos Santos, que tornou-se o primeiro sul-americano a vencer uma das tradicionais provas do atletismo mundial, a maratona de Nova York. O brasileiro pôs fim ao domínio dos africanos, que dominavam o pódio americano desde 1996.
Ainda no atletismo vieram outras boas surpresas. No salto com vara, Fabiana Murer quebrou o recorde sul-americano em quatro oportunidades. A paulista de Campinas chegou a 4,66 m e conquistou a medalha de prata na Copa do Mundo de seleções, em Atenas, em setembro. Fabiana só ficou atrás da russa Yelena Isinbayeva, dona do recorde mundial da prova (5,01 m). O triplista Jadel Gregório, com um salto de 17,41 m, conquistou a medalha de prata, atrás apenas do americano Walter Davis, que anotou 17,54 m, 11 centímetros a mais do que o brasileiro.
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Fabiana Murer
Quebrou o recorde sul-americano do salto com vara 4x |
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Maurren Maggi Saltadora é ouro no Troféu Brasil após três anos fora |
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Jadel Gregório Triplista conquista a prata na Copa do Mundo de seleções |
Outro ganho para o país foi a volta da saltadora Maurren Maggi. Após três anos de ausência nas competições intenacionais devido à sua suspensão por doping e ao nascimento de sua filha, Maurren saltou 6,84 m para levar o ouro do Troféu Brasil e confirmar sua melhor marca do ano, e a 9ª posição entre as 10 melhores marcas do mundo em 2006.
No âmbito internacional, o jamaicano Asafa Powell estabeleceu um novo recorde mundial para a prova dos 100 m rasos, a mais veloz e importante do atletismo. Aos 22 anos, Powell marcou 9s77 durante o meeting de Atenas, na Grécia. A marca anterior (9s78) pertencia ao norte-americano Tim Montgomery, alcançada em 2002, em Paris.
Único homem do mundo a correr os 100 m abaixo de 10 segundos em 2005, Powell já havia conseguido os dois melhores tempos do ano. A conquista de Asafa Powell traz alívio à Iaaf. O jamaicano tem um histórico irretocável.
No boxe, entretanto, o ano foi marcado, no final, por duas grandes perdas. Dono de quatro títulos mundiais pela OMB (Organização Mundial de Boxe) e AMB (Associação Mundial de Boxe), Acelino de Freitas, o Popó, anunciou sua aposentadoria em outubro com muita comoção. Dois meses depois, porém, já pode voltar aos ringues. Outro revés partiu de uma conquista internacional - e meteórica: em janeiro, Valdemir Pereira, o Sertão, levou o título mundial dos penas da FIB (Federação Internacional de Boxe), contra o tailandês Phafrakorb Rakkietgym, por pontos, em luta de 12 rounds. Cinco meses depois, porém, o brasileiro perdeu o cinturão ao ser desclassificado por um golpe baixo em combate contra o norte-americano Eric Aiken.
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Camila Comin Presente no Mundial, ginasta se aposentou aos 23 |
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João Derly Campeão mundial em 2005 desfalcou seleção, lesionado |
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Sertão Pugilista perdeu cinturão dos penas por golpe baixo |
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E para quem viu outra consagração de um campeão mundial em 2005, o judô ficou apenas com o sétimo lugar no Mundial por equipes, na França. A seleção, formada pelos medalhistas olímpicos Leandro Guilheiro, Flávio Canto e Tiago Camilo, os medalhistas em mundiais Luciano Correa e Mario Sabino, além de Denílson Lourenço, Leandro Cunha, Moacir Mendes Jr, Hugo Pessanha e Daniel Hernandes, ficou desfalcada do campeão mundial João Derly, submetido a uma artroscopia no ombro esquerdo.
A falta de medalhas de ouros só foi sanadana última competição do ano da ginástica artística, a Super Final da Copa do Mundo, no Ibirapuera. Impulsionados pela torcida, Daiane dos Santos e Diego Hypólito se vingaram do Mundial sem ouros da Dinamarca e conquistaram os melhores resultados do ano da modalidade. Hypólito, que no Mundial teve a chance do bicampeonato no solo roubada pelo romeno Marian Dragulescu, e teve que se contentar com a prata, deu a volta por cima na Copa do Mundo.
Hypólito contou com a ausência de Dragulescu no solo para conquistar o ouro, o bicampeonato na competição (que é bienal) e consagrar o movimento que leva seu nome, o "Hypólito", que consiste em um salto duplo twist carpado com pirueta. No feminino, Daiane dos Santos também aproveitou a chance da desforra em casa do fraco quarto lugar no Mundial e levou o ouro no solo, com um novo movimento em sua série.
A chuva de medalhas continuou com Laís Souza e Daniele Hypólito. Se no Mundial a seleção brasileira formada por Laís Souza, Daiane dos Santos, Daniele Hypolito, Camila Comin, Juliana Santos e a estreante Bruna Costa ficou com o histórico, porém fraco, sétimo lugar por equipes, as ginastas se superaram no individual.
Ainda no solo, o Brasil levou três atletas à final, um feito histórico, que reuniu as oito melhores do ranking. Laís Souza ficou com a medalha de bronze; e Daniele Hypólito terminou em quarto lugar. Laís, que já tinha se destacado no Mundial com o quarto lugar no salto, levou prata no aparelho, atrás apenas da campeã mundial, chinesa Fei Cheng. Em meio às conquistas, Camila Comin manchou o desfecho ao anunciar, em dezembro, sua aposentadoria da seleção brasileira aos 23 anos.
Se os Mundiais passaram em branco, houve espaço para uma modalidade recuperar sua superioridade, o futebol de areia. No Mundial da Fifa, realizado em Copacabana, no Rio, o Brasil fez a alegria dos torcedores e retomou o domínio da disputa, perdido para Portugal em 2006, algoz dos brasileiros na semifinal. Na decisão, o Brasil goleou Uruguai por 4 a 1 e conquistou o título, inédito.
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