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Seleção masculina leva bicampeonato mundial e Liga pela 6ª vez e domina; meninas vencem Grand Prix
Quando o narrador japonês anunciou que Giba tinha sido eleito o melhor jogador do Mundial masculino do Japão, o vôlei brasileiro assumiu, definitivamente, o posto de maior potência da modalidade no planeta. Em todo o ano, as duas seleções principais brasileiras perderam apenas quatro jogos e conquistaram três dos quatro principais torneios da temporada.
Bicampeonato mundial, hexacampeonato da Liga e do Grand Prix. O único torneio em que o Brasil não foi campeão foi no Mundial feminino. A campanha, porém, foi brilhante, com só uma derrota, por 3 a 2 na final para a Rússia. "Ganhamos tudo e provamos que somos os melhores do mundo. Não podemos culpar as meninas pelo vice-campeonato depois de terem vencido tudo nos últimos dois anos. Uma derrota por 3 a 2 para a Rússia é normal. Pena que aconteceu em uma decisão", afirma o presidente da CBV, Ary Graça.
Antes da derrota para as russas, o único revés das meninas do técnico Zé Roberto Guimarães tinha sido na Copa Pan-Americana, para a inexpressiva seleção de Porto Rico. Apesar do resultado adverso, o Brasil se recuperou e ainda foi campeão, em seu segundo título do ano.
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Ricardinho
Velocidade de jogo surpreende. É considerado o melhor do mundo por companheiros |
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Juliana e Larissa Bi mundial, bi brasileiro e sete títulos em 15 etapas do Circuito |
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Giba Melhor do Mundial, melhor da Liga e melhor atleta do ano no Brasil |
O primeiro foi no tradicional Torneio de Montreux, na Suíça. A competição marcou a volta da veterana levantadora Fofão à equipe. Em 2005, Zé Roberto usou Carol Albuquerque e Marcelle na função, mas no ano do Mundial, resolveu apostar na experiência. Deu certo. Em setembro, a seleção conquistou, invicta, o sexto título do Grand Prix de vôlei. Ao contrário dos anos anteriores, a competição contou com algumas das maiores forças do esporte, como a Rússia, derrotada na decisão.
Tantos títulos e, só uma derrota, colocaram o Brasil como o grande favorito ao título do Mundial do Japão. E as meninas não desapontaram. A cada partida, o time de Zé Roberto se superava. Nem mesmo as lesões de Fofão e da meio-de-rede Fabiana, as duas principais jogadoras do time na competição, diminuíram o ritmo.
O Brasil chegou invicto à final - incluindo uma vitória sobre a Rússia na fase de classificação. A derrota por 3 a 2, porém, reviveu um fantasma: o dos tropeços em momentos decisivos. A equipe fracassou sete vezes em semifinais ou finais de Jogos Olímpicos e Mundiais.
O Brasil, porém, se redimiu com os homens. Com uma campanha quase perfeita - perdeu só um jogo, para a França, ainda na primeira fase -, Bernardinho e sua equipe deram um show. Um por um os adversários foram caindo, não suportando a velocidade de jogo imprimida pelo levantador Ricardinho, a força dos ataques do ponta Dante ou a versatilidade de Giba.
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Superliga Inchada no masculino e com só um bicampeão mundial, Samuel |
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Finasa/Osasco Perdeu a Superliga, o técnico Paulo Coco e algumas atletas da seleção |
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Behar e Shelda Sem vitórias no Circuito Mundial ou Brasileiro. Shelda ainda sofreu lesão |
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Na final, com uma exibição histórica, o Brasil ratificou a condição de maior potência da atualidade no vôlei masculino: arrasou a Polônia por 3 sets a 0 em 76 minutos. O resultado torna o Brasil o terceiro país a ganhar, na seqüência, três títulos dos dois mais importantes torneios do vôlei: a Olimpíada e o Mundial. Apenas a União Soviética, nos Mundiais de 1978 e 1982 e na Olimpíada de 1980, e os Estados Unidos, nos Jogos Olímpicos de 1984 e 1988 e no Mundial de 1986, conseguiram tal feito.
O resultado do Mundial foi apenas uma confirmação do domínio. Pouco antes, na Liga Mundial, o Brasil também mostrava a superioridade. Na fase final, disputada na Rússia, o Brasil perdeu sua primeira partida no ano. Os 3 a 0 para a Bulgária, porém, pouco contaram. O Brasil ainda estava tonto pelo fuso horário e os búlgaros fizeram sua melhor partida na competição.
Na final, a França complicou a vida brasileira, mas Giba e Bernardinho tiveram força suficiente para levar o título, por 3 a 2. O técnico, aliás, deu um show no ano. Com seus principais jogadores na Europa, ele montou uma seleção de novos com atletas que atuavam no Brasil, e levou o time para amistosos no Europa.
Em 18 dias, a seleção de novos fez 12 jogos e venceu 11 deles. Na Espanha, foram três resultados positivos. Na Alemanha, dois. A excursão à Europa terminou no dia 27 de maio após duas vitórias e uma derrota para a França. O destaque? O ponta Samuel, que com boas atuações garantiu presença no Mundial do Japão e foi o mais jovem campeão.
Adeus de Fernanda Venturini
As glórias do vôlei brasileiro aconteceram fora do país, mas aqui dentro um momento muito importante marcou 2006. Quando o Rexona/Rio de Janeiro conquistou o título da Superliga 2005/2006, batendo na final o Finasa/Osasco, terminou a carreira de Fernanda Venturini.
Aos 35 anos, a jogadora se aposenta pela segunda vez, deixando para trás uma história cheia de títulos - só do Brasileiro de vôlei e da Superliga, foram 12 conquistas- e crises de bastidores - no começo do ano, o técnico da seleção feminina, Zé Roberto, disse que nunca mais comandaria a atleta.
O vôlei nacional, porém, não pode negar que ela foi a jogadora de maior liderança e influência da modalidade em todos os tempos. "A Fernanda mudou a história do vôlei feminino e esse título é dedicado a ela", afirmou Bernardinho, marido da jogadora, ao ser bicampeão mundial.
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