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Seleções falham em ano de Pré-Olímpico e caem para repescagem mundial; CBB segue em crise

Ficou para 2008, para a última hora. O basquete brasileiro encerra a temporada sem lugar garantido nos Jogos de Pequim após campanhas mal-sucedidas nos Pré-Olímpicos. Foi um 2007 muito ruim para uma modalidade que esperava um ano de redenção.

O sonho de retorno da seleção masculina às Olimpíadas foi adiado mais uma vez, com dolorosa derrota para os reservas da Argentina, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Já o time feminino, agora sob o controle de Paulo Bassul, não conseguiu a única vaga do continente em disputa em Valdivia, no Chile.

Sem Janeth e outras veteranas, a seleção agora tem a jovem ala Iziane como referência. Em seu primeiro compromisso, a falta de experiência pesou na semifinal contra Cuba, embora um triunfo no torneio fosse complicado - na decisão, os Estados Unidos aguardavam para confirmar o favoritismo.


A equipe feminina, que somou bons resultados nos últimos anos, não sente tanta pressão como a geração de Leandrinho. Briga por cinco vagas na Espanha, em junho, contra as três em jogo no masculino no Pré-Olímpico de Atenas, em julho. Pior: os homens enfrentam uma concorrência mais complicada com os anfitriões, a Alemanha de Dirk Nowtizki, Croácia e Eslovênia, além de Porto Rico, como fortes adversários.

Para lutar pela classificação, a seleção masculina precisa mostrar um controle de nervos maior do que o de Las Vegas, onde houve indícios de disputas internas no grupo. Motivado pelo retorno do pivô Nenê depois de quatro anos de ausência, pelo crescimento de Leandrinho e Tiago Splitter, pelas estréias de Marquinhos e JP Batista, o time foi aos Estados Unidos como favorito. Mas a calmaria durou pouco.

Um revés de impacto diante de Porto Rico, na segunda fase, teria forçado o elenco a se rebelar contra o técnico Lula Ferreira. Leandrinho, cestinha do Pré-Olímpico, deixou de dar entrevistas na última semana da competição. No fim, toda a desordem tática e emocional pesou contra uma disciplinada e aguerrida Argentina, mesmo sem suas principais estrelas. Os arqui-rivais e os Estados Unidos, que deram show, se classificaram para a Olimpíada.

A turbulência não se limitou às quatro linhas. Fora de quadra, a modalidade assistiu novamente a novo agito de insatisfação com o modelo de gestão de Gerasime Bozikis, o Grego, na CBB (Confederação Brasileira de Basquete). Para o próximo ano, existe a possibilidade de dois Nacionais serem realizados. Como eco da agitação de 2005, quando surgiu a Nossa Liga, as equipes agora se reuniram na ABCB (Associação Brasileira de Clubes de Basquete). Seus integrantes, com exceção do Ulbra-São Bernardo, não se inscreveram no campeonato organizado pela CBB, exigindo controle total sobre o marketing e as operações.

A nova associação, em seu início, porém, falhou em atrair representantes de todo o país, concentrando-se majoritariamente em São Paulo. Para os clubes alinhados à política da CBB, como Minas e Brasília (que tiveram dirigentes ciceroneados por Grego durante o Pré-Olímpico em Las Vegas), um bônus: a participação de torneios internacionais, como o Sul-Americano e a Liga das Américas.

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