Na seqüência de um ano marcado pela decepcionante campanha na Copa do Mundo da Alemanha, 2007 termina como uma temporada de resgate do otimismo do futebol brasileiro, graças à retomada de títulos da seleção e à concretização do sonho do país de voltar a abrigar um Mundial.
A temporada ficou marcada pela maior conquista fora dos campos do futebol nacional nos últimos tempos, com a oficialização da Copa de 2014 no país, em evento que acontecerá 64 anos depois do primeiro -e até agora único- Mundial disputado no Brasil, em 1950.
Ao longo do ano, a candidatura brasileira pela Copa, que se desenvolveu sem concorrência, foi analisada pela Fifa. No final de agosto, a entidade enviou ao país uma comitiva de inspeção, que estudou a capacidade das principais sedes em potencial, na esfera esportiva e em relação à capacidade de infra-estrutura.
Fecha ano com título da Copa América e nomeação para time olímpico em Pequim
Após decepção na Copa, desponta como grande estrela da seleção brasileira
Com a Copa do Mundo de 2014, consegue a grande vitória de sua gestão
Ataque da Copa de 2006 perde espaço no time e vê retorno ficar mais complicado
Além de dispensa da Copa América, meia teve ano irregular em partidas do Brasil
Última convocação de Dunga contou apenas com um jogador que atua no país (Kleber)
No final de outubro, um evento na sede da Fifa em Zurique, na Suíça, oficializou o Brasil como dono da Copa de 2014. Uma extensa comitiva nacional, capitaneada pelo presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, e com a presença do presidente Lula, celebrou a conquista política.
Dentro de campo, o ano, apesar de ter começado com derrota em amistoso para Portugal, marcou na seleção a afirmação de Dunga como técnico. O capitão do tetracampeonato mundial, aposta da direção da CBF para uma reviravolta de atitude na equipe, conseguiu, apesar de percalços pelo caminho, se livrar da desconfiança inicial sobre sua capacidade profissional.
Certamente a grande vitória de Dunga ao longo de 2007 foi o título da Copa América, com vitória irrepreensível na decisão por 3 a 0 sobre a arqui-rival Argentina, considerada a principal favorita da competição na Venezuela.
O triunfo, que começou com derrota para o México na estréia, passou à posteridade associado à imagem de Dunga, que não pôde contar com as principais estrelas da seleção na atualidade para a competição. Antes da Copa América, Kaká e Ronaldinho Gaúcho pediram dispensa à comissão técnica, alegando estafa depois de uma desgastante temporada européia. A decisão dos astros acabou sendo contornada, mas não sem algum mal-estar.
Após o título continental, a seleção arrancou na campanha das eliminatórias para a Copa de 2010. Em quatro rodadas disputadas neste ano, o time de Dunga conseguiu sempre se manter na zona de classificação ao Mundial. No entanto, a sina de não vencer fora de casa, que começara já no torneio qualificatório anterior, para a Alemanha-2006, se fez presente com empates como visitante diante de Colômbia e Equador.
A seleção encerra o ano com retrospecto de 11 vitórias, cinco empates e duas derrotas em 18 partidas realizadas. Desempenho que fez a CBF entender que Dunga merecia herdar também o comando do time olímpico, que em 2008 brigará mais uma vez pelo sonho da inédita medalha de ouro.
Sem poder contar com grande parte dos jogadores com idade inferior a 23 anos, elegíveis para o time olímpico, Dunga começou a preparação com uma derrota de 3 a 0 para combinado dos melhores atletas do Campeonato Brasileiro. Em 2008, o técnico terá a dura missão administrativa de conciliar os interesses da equipe que vai aos Jogos de Pequim, na China, com as necessidades do grupo principal, que terá calendário intenso pelas eliminatórias (seis jogos agendados).
Um estudo feito em 29 estádios de 17 capitais brasileiras apontou que 80% dos locais de jogos de futebol estão com o prazo de validade vencido. A tragédia da queda da Fonte Nova, que matou sete pessoas, deu mais evidência ao levantamento.
Portugal, de Scolari, impõe a Dunga a sua primeira derrota no comando da seleção, em partida marcada pelo visual fashion do treinador do Brasil
Mesmo sem Kaká e Ronaldinho Gaúcho, que preferiram pedir dispensa, seleção brasileira surpreende a Argentina na final e vence Copa América
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Arquibancada da Fonte Nova cai, mata sete pessoas e põe em xeque segurança de estádios do Brasil pouco após a escolha como sede da Copa
Luís Fabiano marca dois, Brasil vira jogo contra o Uruguai e termina o ano em terceiro lugar nas eliminatórias para a Copa do Mundo-2010
No 1º teste, seleção olímpica, comandada por Dunga, joga mal e perde feio para o combinado com os melhores jogadores do Brasileirão-2007