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Em ano pré-olímpico, brasileiros conseguem a melhor atuação da história no Mundial e no Pan

O ano de 2007 pode ser considerado o melhor da história do judô brasileiro. Os atletas do país, que só tinham uma medalha de ouro na história do Mundial da modalidade, conquistaram mais três na edição deste ano, quando a competição foi disputada no Rio de Janeiro.

Além disso, os brasileiros conquistaram mais 13 medalhas, sendo quatro de ouro, nos Jogos Pan-Americanos, em julho, no Rio, e o vice-campeonato no Campeonato Mundial por equipes, em novembro, na China.

SOBE

  • Reuters
    Tiago Camilo

    Além de vencer todas as lutas por ippon, foi escolhido o melhor judoca do Mundial

  • AFP
    Jade Barbosa

    Medalhista de bronze no Mundial, foi escolhida a melhor atleta do país em 07

  • Rubens Cavallari/Folha Imagem
    Judô feminino

    Pela primeira vez, mulheres superaram homens na história do Pan-Americano

DESCE

  • Eduardo Knapp/Folha Imagem
    Flávio Canto

    Machucado, foi o único judoca do Brasil a não levar medalha no Pan do Rio

  • Arquivo/Folha Imagem
    Veteranos

    Mário Sabino (f) e Carlos Honorato, não foram ao Pan e saíram da seleção

  • Eduardo Knapp/Folha Imagem
    Daiane dos Santos

    Ginasta tem lesão, passa por nova cirurgia e é ofuscada por Jade Barbosa


Antes do Mundial de setembro, a única medalha de ouro do Brasil na competição havia sido conquistada por João Derly, em 2005, na Cidade do Cairo, no Egito. Em 2007, o meio-leve repetiu o desempenho e se tornou um dos quatro bicampeões mundiais da sua categoria. Para chegar ao seu segundo título consecutivo, o brasileiro bateu o cubano Yordanis Arencibia na decisão da categoria até 66 kg.

Outro brasileiro que ganhou o título no Mundial foi o meio-pesado Luciano Corrêa. Para obter a medalha de ouro, ele teve que passar pelo bielo-russo Igor Makarov ainda na primeira luta e pelo húngaro Dániel Hadfi antes do combate decisivo contra o britânico Peter Cousins.

Mas o maior destaque brasileiro na competição foi Tiago Camilo, na categoria até 81 kg. Com um estilo agressivo, o meio-médio conquistou o título mundial com seis vitórias por ippon. Com este desempenho, o medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Sydney-2000 foi eleito o melhor atleta na competição.

O ano triunfal também serve como uma espécie de retomada da carreira de sucesso para Tiago. Depois de ganhar a medalha de prata na Olimpíada de Sydney, o judoca acabou perdendo a vaga de sua categoria em Atenas-2004 para Flávio Canto.

Tiago também levou o ouro no Pan, na categoria até 90 kg, uma acima daquela em que triunfou no Mundial. Nos Jogos do Rio, o Brasil também chegou ao lugar mais alto do pódio com Edinanci Silva (até 78 kg), Danielle Zangrando (até 57 kg) e, novamente, João Derly (até 66 kg).

Dos brasileiros que participaram da competição, apenas Flávio Canto acabou sem medalha. O atleta da categoria até 81 kg sofreu uma luxação no cotovelo direito nas semifinais e não conseguiu lutar pelo bronze.

Para coroar o bom ano, a equipe masculina conquistou a medalha de prata no Campeonato Mundial por equipes, em novembro, na China. Sem Tiago Camilo, que desistiu da competição por causa de uma virose, o time brasileiro perdeu a primeira posição para o Japão no desempate pelo número de ippons, após cada país ganhar três lutas no confronto decisivo.

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