UOL Esporte
UOL BUSCA
Fernando Donasci/FI

Thiago Pereira vira estrela nacional e agora se prepara para encarar o melhor nadador do mundo

No período de um ano, Thiago Pereira se tornou o melhor nadador da história do Pan-Americano, bateu um recorde mundial e ainda foi eleito o melhor atleta do esporte brasileiro. Nada mal para o nadador de 21 anos, que no ano que vem terá de dar um passo ainda maior: entre Pereira e o ouro olímpico, seu maior obstáculo é Michael Phelps, o melhor nadador do mundo.

A confiança para encarar o desafio chegou aos poucos. O ano começou discreto, no Mundial de Melbourne, em março. Na Austrália, seu melhor resultado foi o quarto lugar nos 200 m medley, atrás de Phelps, do norte-americano Ryan Lochte e do húngaro Laszlo Cseh. Nada que preocupasse o nadador, que se preparava para ser o centro das atenções nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, quatro meses depois.

No Rio, ninguém brilhou tanto quanto ele. Nos dias que antecederam as provas de natação, não se falava em outra coisa a não ser o recorde de Thiago. Com 21 anos e em seu segundo Pan, ele nadava para conquistar oito medalhas, algo que nenhum atleta já tinha conseguido na história dos Jogos.

Em sua primeira final no recém-inaugurado Parque Aquático Maria Lenk, Pereira começou o show, com a primeira medalha de ouro da natação no Pan, o segundo ouro do Brasil em todo o evento. Ele ainda bateu o recorde pan-americano com o tempo de 4min11s14 nos 400 m medley.

Pereira também esteve na equipe brasileira campeã do revezamento 4x200 m livre, que desbancou os Estados Unidos. Ele ainda conquistou mais quatro ouros, nos 200 m medley, 200 m costas, 4x100 m livre e 200 m peito.

Com sua sexta vitória, ele colocou seu nome definitivamente entre os grandes da história do Pan. Superou a marca de cinco ouros que pertencia ao lendário nadador norte-americano Mark Spitz desde o Pan de 1967, em Winnipeg. Com oito medalhas no total (conquistou ainda prata no revezamento 4x100 m medley e bronze nos 100 m costas), quebrou o recorde brasileiro de medalhas conquistadas em um mesmo Pan, que era de Djan Madruga, com três pratas e três bronzes em San Juan, em 1979.

Com as oito medalhas no peito e o nome escrito no livro dos recordes, não restava a menor dúvida de quem era a estrela do Rio 2007. Para ser a estrela do esporte brasileiro no ano, porém, ele ainda precisava de mais.

E esse "mais" veio nas etapas da Copa do Mundo de piscina curta. No dia 18 de novembro, em Berlim, na Alemanha, Thiago Pereira quebrou o recorde mundial dos 200 m medley, com o tempo de 1min53s14. A marca foi posteriormente quebrada por Laszlo Cseh (1min52s99), mas o respeito ganho com a quebra e as oito medalhas de ouro no Pan foram o suficiente.

Semanas depois, Pereira ganhou dois prêmios. O primeiro, da conceituada revista especializada norte-americana Swimming World, de melhor do ano na modalidade, batendo, inclusive, Michael Phelps. Depois, recebeu o Prêmio Brasil Olímpico, dado ao esportista do ano pelo COB. Ele foi o primeiro nadador a receber o prêmio. Agora, para virar de vez uma referência no esporte brasileiro, precisa de medalha nos Jogos de Pequim. Então, que venha o Michael Phelps!

UOL Celular

Acompanhe as notícias do
UOL no seu celular:

wap.uol.com.br

ESCÂNDALO

Doping de Rebeca Gusmão marca ano

Nadadora foi pivô do maior escândalo de 2007. Flagrada no Pan, foi acusada de adulterar exame e acusou Eduardo de Rose, responsável pelo doping no Pan, de perseguição. Caso foi à polícia e os dois deram depoimento. Medalhas obtidas foram cassadas.

Hospedagem: UOL Host