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Seleção mantém domínio no cenário internacional, mas sofre a sua maior crise na "era Bernardinho"

Em quadra, tudo foi muito bem. Mais um título da Liga Mundial, a medalha de ouro no Pan e a conquista da vaga nos Jogos Olímpicos de Pequim. Mas fora da quadra, o ano da seleção brasileira masculina de vôlei foi feio. Uma crise de relacionamento entre o técnico Bernardinho e o levantador -e capitão- Ricardinho abalou a equipe e colocou em xeque as chances de o país ser campeão na próxima Olimpíada.

A briga na "família Bernardinho" começou um pouco antes do Pan do Rio, em julho, e não foi resolvida até o final da temporada. O treinador, alegando "desgaste na relação", decidiu cortar Ricardinho, dois dias antes da estréia do Brasil no Pan.

Na semana do corte, Ricardinho havia sido escolhido o melhor jogador da Liga Mundial, vencida pelo Brasil pela sétima vez, a quinta consecutiva. Ele foi fundamental para a conquista, principalmente na difícil partida decisiva contra a Rússia.

SOBE

  • Moacyr Lopes Jr/Folha Imagem
    Marcelinho

    No auge da crise, vai bem e se consolida como o novo levantador titular

  • Silvio Ávila/Divulgação
    Renan

    Após duas grandes temporadas pela Cimed, vira técnico do Treviso, da Itália

  • Moacyr Lopes Jr/Folha Imagem
    Ricardo

    Ganha o ouro do Pan, o circuito mundial e é eleito o jogador do ano no vôlei de praia

DESCE

  • Silvio Ávila/Divulgação
    Ricardinho

    Briga com o técnico Bernardinho e perde a vaga na seleção brasileira de vôlei

  • FIVB/Divulgação
    Jaqueline

    Flagrada no exame antidoping, ponta fica fora da disputa do Pan do Rio de Janeiro

  • EFE
    Rússia

    Campeã mundial feminina, é apenas a terceira colocada no Campeonato Europeu



Depois da Liga, a crise. Ricardinho teve problemas com vôos e não se apresentou com os companheiros no Rio de Janeiro para a disputa do Pan. Quando chegou à cidade, participou de uma reunião com a comissão técnica e os jogadores e soube que havia sido desligado do elenco.

Para o lugar de Ricardinho, Bernardinho convocou o seu filho, Bruno Rezende. Marcelinho acabou ganhando a vaga na equipe titular, e Giba herdou a tarja de capitão.

No jogo de estréia, contra o Canadá, uma cena nunca vista nestes anos vitoriosos do vôlei brasileiro: o técnico Bernardinho foi vaiado por parte do público que lotou o ginásio do Maracanãzinho. Sobrou até mesmo para Bruno Rezende, que também recebeu apupos quando entrou em quadra.

Mas logo a torcida voltou a apoiar o treinador. E a equipe, com imensa tranqüilidade, ganhou a medalha de ouro ao arrasar os Estados Unidos na final. Os atletas ainda colocaram as mãos na calçada da fama do ginásio, que ainda não foi inaugurada.

Como o nível técnico do Pan foi baixo, o verdadeiro teste para o time aconteceu no final do ano, na Copa do Mundo, no Japão. Na estréia da competição, o Brasil perdeu por 3 a 0 para os Estados Unidos (que já havia vencido uma equipe B do país na Copa América).

O tropeço não abalou o Brasil, que ganhou todos os outros jogos e se sagrou campeão do torneio, garantindo uma vaga para a Olimpíada de Pequim. Mas o mais importante para a equipe foi mostrar que pode jogar sem Ricardinho. O levantador Marcelinho se destacou na competição, principalmente contra os rivais mais fortes como Rússia e Bulgária.

A seleção feminina também teve um ano turbulento. O time voltou a falhar em momentos decisivos de campeonatos. No Grand Prix, depois de uma primeira fase quase perfeita, com oito vitórias em nove partidas, a equipe foi muito mal na hora da decisão, ganhando apenas um dos cinco jogos finais. Assim, acabou o torneio em quinto lugar, a pior posição nos últimos anos.

No Pan, o Brasil também teve um resultado decepcionante. Mesmo apoiado pela torcida, o país perdeu a final para Cuba, no tie-break. No final do ano, novamente o Brasil perdeu um jogo decisivo, para a Itália, mas vice-campeonato na Copa do Mundo ao menos classificou o país para a Olimpíada de Pequim.

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NA PRAIA

Brasileiros voltam a dominar o circuito

Mais uma vez as duplas brasileiras não deram chance às rivais no Circuito Mundial de vôlei de praia. Juliana/Larissa e Ricardo/Emanuel ganharam o título da temporada. As duas duplas também foram campeãs do Pan-Americano do Rio de Janeiro.

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