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AFP

Rafael Nadal recebe o troféu do Aberto dos Estados Unidos, após bater Djokovic

14/09/2010 - 07h01

'Melhor da história' para jornais espanhóis, Nadal evita comparação com Federer

Do UOL Esporte
Em São Paulo

Rafael Nadal fez mais uma vez a festa da torcida espanhola, ao conquistar nesta segunda-feira o Aberto dos EUA, um título inédito em sua carreira. A imprensa de seu país comemorou o feito, com direito a chamar o tenista de “melhor da história”, segundo o diário Marca. Ainda assim, o número 1 do mundo foge da comparação com Roger Federer, recordista de títulos de Grand Slam.

“Na minha vida nunca imaginei que poderia chegar onde estou, que poderia desfrutar com 24 anos tudo o que vivi e que ganhei. Sou privilegiado e dou graças à minha vida”, afirmou Nadal, que abriu vantagem na liderança do ranking da ATP. Ele completou o chamado Golden Slam: conquistou os quatro Grand Slams e o ouro olímpico, igualando feito de Andre Agassi.

Os números o colocam na briga para tentar superar os feitos de Federer, mas ele refuta a comparação. “Falar em quem é melhor ou pior que Roger é estúpido. Os títulos dizem que ele é muito melhor que eu e essa é a realidade do momento. Na minha vida planejei ser melhor que ele, e 16 títulos de Grand Slam é muita coisa. O que tenho de fazer é seguir trabalhando.”

Nadal, campeão de nove Grand Slams, afirmou que fez a “melhor partida da vida no US Open, no momento que mais precisava”. O espanhol derrotou o sérvio Novak Djokovic em um duelo que foi adiado de domingo para segunda-feira, devido à chuva.

“Este ano eu cheguei pela primeira vez em plenitude de condições e foi especial porque aqui sempre acontecia algo”, comemorou ele, que destacou o saque como arma no torneio, fundamento importante em quadras rápidas.

Repercussão

Apesar de ter se encerrado tarde da noite - mais tarde ainda para o horário dos europeus -, Nadal foi festejado pela madrugada, como se viu nos jornais e sites espanhóis. O Marca conseguiu estampar sua capa com a conquista: “O melhor da história [com 24 anos]. Completa um feito que ninguém conseguiu com tão pouca idade”.

Para o As, “Nadal já é imortal”, uma vez que conseguiu os quatro Grand Slams mais jovem que os outros detentores do feito: Don Budge, Rod Laver, Fred Perry, Roy Emerson, Andre Agassi e Roger Federer. Já o diário Sport destacou o “rei de todas as superfícies”.

 

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