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Sampras diz que deveria ter imitado Guga para ganhar Roland Garros

Pete Sampras rebatendo bola em partida que perdeu para Guga no Master de Lisboa - Clive Brunskill/Getty Images
Pete Sampras rebatendo bola em partida que perdeu para Guga no Master de Lisboa Imagem: Clive Brunskill/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

30/06/2015 18h13

O americano Pete Sampras publicou uma carta direcionada a ele mesmo quando tinha 16 anos com conselhos para seguir durante a carreira.

Logo no segundo tópico do texto, que é uma espécie de acerto de contas com o passado, um dos melhores tenistas da história cita Guga como um exemplo que deveria ter seguido, principalmente para ganhar em Roland Garros (o único Grand Slam que não conquistou). Ele se refere à raquete usada pelo brasileiro, que tinha cabeça maior, e um modelo novo de cordas.

“Você verá um cara como Gustavo Kuerten usá-la no saibro e ter sucesso e os técnicos e outros jogadores falarão para você usar uma corda nova – junto com (a raquete de) cabeça maior que dá aquela margem extra de erro que você precisa para vencer no saibro.”

O equipamento que Sampras se refere é a corda chamada Luxilon. Foi com ela que Gustavo Kuerten revolucionou a maneira de atuar no saibro. Até o brasileiro chegar ao circuito os tenistas especialistas nesta superfície adotavam a tática de alongar os pontos e esperar o erro dos adversários. Com um saque potente e bolas velozes, Guga jogava no ataque e em busca de winners ajudando a mudar a maneira como o esporte era praticado, principalmente no saibro.

Mas Sampras sempre se manteve apegado ao equipamento que tantas vitórias rendeu e nunca foi aberto a novas tecnologias. Anos mais tarde, o americano declarou que se arrependia. Na carta divulgada nesta terça-feira, volta admitir o erro. “Se você quer vencer o Aberto da França e completar o career Grand Slam você precisa tentar alguma coisa diferente.”

No tênis, career slam significa erguer o troféu dos quatro majors: Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open. Na coleção do maior tenista dos Estados Unidos e dono de 14 Grand Slams – segunda marca da história - só faltou o título em Paris. Antes de Roger Federer, Sampras ainda detinha o recorde do tenista que mais tempo permaneceu como número 1 do ranking mundial.