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10/03/2004 - 13h32
Polícia invade CBT em investigação de formação de quadrilha e falsidade ideológica
Da Redação Em São Paulo
Cinco policiais do 27º Distrito (Campo Belo) estão, neste momento, cumprindo mandado de busca e apreensão na sede da CBT (Confederação Brasileira de Tênis), no 16º andar da avenida Paulista, 326, Bela Vista, região Central de São Paulo. Os dirigentes da CBT estão sendo investigados por formação de quadrilha e falsidade ideológica, de acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil.
 | | | O presidente da Confederação Brasileira de Tênis, Nelson Nastás | A notícia ocorre um dia após Gustavo Kuerten, principal jogador de tênis do país, anunciar que não defenderá o Brasil na Copa Davis -competição por equipes- por discordar da direção da CBT. Nesta quarta, Flávio Saretta, segundo melhor tenista do Brasil, também anunciou seu boicote ao duelo contra o Paraguai, pela Zona Americana (uma espécie de segunda divisão) da Copa Davis.
O mandado de busca e apreensão foi expedido pelo Dipo (Departamento de Inquéritos e Polícia Judiciária da Capital). A Polícia busca na CBT a escrituração fiscal, documentos contábeis, atas de assembléias dos anos de 2000, 2001 e 2002 e outros documentos, além de material eletrônico nos computadores.
A Justiça atendeu ao pedido do delegado João Renato Weselowski, do 27º DP. Mês passado, o delegado instaurou inquérito de formação de bando ou quadrilha e de falsidade ideológica contra o presidente da CBT, Nelson Jorge Nastás, o vice-presidente jurídico, Antônio Jurado Luque, o contador Theo Ferreira de Carvalho e Raul Cilento, presidente da FPT (Federação Paulista de Tênis).
A instauração do inquérito atendeu à notícia-crime de Jorge Lacerda da Rosa, presidente da FCT (Federação Catarinense de Tênis), com sede em Florianópolis. No documento, Lacerda pede investigação por crimes de falsidade ideológica, estelionato, uso de documento falso e formação de quadrilha.
Segundo a notícia-crime a simulação de assembléias, falsificação de atas, além da ocultação e manipulação de documentos contábeis, contribuem para a "falta de transparência com a parte financeira" da administração do tênis nacional.
O presidente da federação paulista é citado como provável envolvido no esquema denunciado à Polícia. Em dezembro de 2001, Cilento teria participado de fraude em ata de uma assembléia geral ordinária, "com a nítida intenção de alterar a verdade contábil da CBT", segundo a notícia-crime.
Para a federação catarinense, essa falta de transparência financeira ficou constatada principalmente nas disputas da Taça Davis, contra França e Austrália, em 2001 e 2002, quando a entidade nacional declarou um número de pagantes bem menor do que o público presente. Entre todas as suas contas, A CBT movimentaria mais de R$ 5 milhões anuais.
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