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10/03/2004 - 18h27
Jaime Oncins queria mais tempo para organizar o grupo da Copa Davis
Marcos Pereira Em São Paulo
Jaime Oncins, que renunciou ao cargo de capitão da Copa Davis nesta quarta-feira, acredita que precisaria um pouco mais de tempo para organizar um grupo para enfrentar o Paraguai, entre os dias 9 e 11 de abril, pela segunda rodada da Zona Americana.
Segundo o ex-tenista, que defendeu o Brasil durante 11 anos na principal competição por equipes do planeta, a troca de capitão foi feita em cima da hora para que ele tivesse tempo de conversar com os jogadores e convencê-los de seus objetivos no cargo.
"Sei que o presidente (da Confederação Brasileira de Tênis, Nelson Nastás) queria ter tomado essa atitude há um tempo atrás e, se isso fosse feito, teria mais tempo para trabalhar. E aceitei o convite para brigar com os jogadores e buscar o que tem de correto", disse Oncins, durante o anúncio de sua renúncia ao cargo de capitão.
"A mudança poderia ter sido feita seis meses antes e tudo isso poderia ter sido evitado. Ficou muito em cima da hora e tive pouco tempo de falar com os jogadores antes de aceitar o convite."
Oncins ainda rebateu as críticas que recebeu desde que aceitou o convite. Segundo o ex-jogador, muitos especialistas aproveitaram o momento para dizer que a crise foi detonada porque os jogadores não concordaram com a escolha de Oncins para dirigir a equipe.
"A partir do momento em que as pessoas pararem de falar em próprio interesse e de olhar para o próprio umbigo, acho que as coisas poderiam melhorar no esporte."
Para comprovar isso, Oncins deu início à entrevista coletiva que convocou, nesta quarta-feira, com um vídeo de Gustavo Kuerten. Nele, o tenista catarinense declarava, na terça, no aeroporto de Florianópolis (SC), que a sua desistência não tinha nada a ver com a escolha de Oncins para o comando da equipe.
Sendo assim, o ex-capitão espera por uma participação de todas as pessoas ligadas ao esporte para buscar uma evolução no tênis. "Cada um poderia contribuir com sugestões, como eu tento fazer na minha academia. Acho que as pessoas têm de fazer mais e falar menos."
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