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09/12/2004 - 16h59
Guga comemora eleição na CBT, mas não confirma volta à Davis
Da Redação Em São Paulo
O tenista Gustavo Kuerten disse nesta quinta-feira que está otimista em relação à saída de Nelson Nastás da presidência da CBT, e que considera o atual momento "um dos mais importantes para o tênis brasileiro".
Guga, no entanto, não confirmou o fim do boicote à Copa Davis, iniciado por ele no final de fevereiro, no Aberto do Brasil, quando a CBT substituiu Ricardo Acioly por Jayme Oncins como capitão da equipe.
 | | | Gustavo Kuerten, nos EUA, elogia saída de Nelson Nastás da presidência da CBT | Por meio de sua assessoria de imprensa, Guga comentou o afastamento de Nastás pela justiça, que nomeou Sérgio Oprea como interventor até a posse da nova diretoria, que será eleita no dia 17.
"Tomara que agora entre uma pessoa disposta a trabalhar para desenvolver o tênis brasileiro", afirmou Guga, que está em Pittsburgh, nos EUA, para ser avaliado pelo médico ortopedista Marc Phillipon, responsável pela cirurgia no quadril do jogador.
"Esse é um momento muito importante para o tênis brasileiro, e estou disposto a ajudar no desenvolvimento do esporte", comentou Guga. De acordo com a assessoria do jogador, o catarinense ainda não confirmou se volta ou não a defender o país na Copa Davis.
Em 2004, Guga liderou o boicote dos tenistas à competição internacional, exigindo a saída de Nelson Nastás do comando da CBT. Também aderiram ao protesto Flávio Saretta, Ricardo Mello e André Sá.
Sem poder contar com seus atletas mais bem colocados no ranking, o país foi derrotado pelas equipes do Paraguai, Venezuela e Peru, e acabou rebaixado para a terceira divisão da Davis.
Desvio de verbas Nastás foi afastado do cargo na terça-feira, dia 7, e não poderá comandar o processo eleitoral que vai definir seu sucessor. A destituição do dirigente ocorreu graças a uma liminar pedida pela Federação Brasiliense de Tênis, deferida pelo juiz federal Eduardo Rocha Cubas, da 17ª Vara do Distrito Federal.
Nastás é acusado de desvio de verbas públicas pelo Tribunal de Contas da União. Segundo a denúncia, o presidente da CBT e o superintendente-técnico, Carlos Alberto Martelotte, devem devolver cerca de R$ 113 mil aos cofres da União.
Esse dinheiro é originário da Lei Piva, que o governo federal destina ao COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e assim é repassado às diversas confederações nacionais.
Outro motivo alegado na liminar é o débito da CBT com os encargos sociais de seus empregados. Segundo o documento, a entidade arrecadou valores relativos à seguridade social mas não recolheu aos cofres do INSS e FGTS.
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