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  17/12/2004 - 16h52
Catarinense é novo presidente da confederação de tênis

Da Redação
Em São Paulo

Por 15 votos a 10, o catarinense Jorge Lacerda da Rosa derrotou o brasiliense José Farani e foi eleito o novo presidente da Confederação Brasileira de Tênis, na tarde desta sexta-feira, em Brasília.

Divulgação 
Rosa recebe cumprimento após vencer eleição para presidente da CBT
Entidade envolvida em polêmica desde que o astro nacional Gustavo Kuerten liderou um boicote à equipe da Copa Davis pelas denúncias de irregularidades na gestão de Nelson Nastás.

As 25 federações estaduais participaram da eleição, que teve ao todo três candidatos. Além de Rosa e Farani, Hermenegildo Grassi, de São Paulo, também concorreu ao cargo da entidade máxima do tênis nacional.

Atual presidente da Federação Catarinense de Tênis, Rosa é o líder do Movimento Tênis Brasil, que apontou as irregularidades da administração anterior e conseguiu o afastamento judicial há 10 dias de Nastás, até então presidente da CBT.

Próximo da família Kuerten, Rosa tem o apoio do tenista que estava em temporada de recupeção em Pittsburgh (EUA). Guga afirmou esperar "um trabalho sério, responsável e visando o desenvolvimento do tênis. Se tivermos esta resposta, eles terão a nossa total colaboração."

O tenista número um do país prometeu voltar a defender o país na Davis, a mais tradicional competição de tênis entre países. O boicote liderado por Guga resultou na queda do Brasil para a terceira divisão da competição, após derrotas para Paraguai, Venezuela e Peru.

O novo presidente prometeu "acabar com a bagunça que se instalou na CBT e no tênis brasileiro".

"Precisamos começar a trabalhar já na segunda-feira, porque temos que
levantar a situação financeira da CBT e ver o que temos de débitos e
créditos. Mas ao mesmo tempo, enquanto um lado cuida da parte administrativa outro olha para o futuro, que muita coisa precisa ser
mudada", disse o novo mandatário.

Ele prometeu transferir a sede da confederação. "Primeiro, sair da avenida Paulista, porque o aluguel é caro e está atrasado. Precisamos
providenciar uma sede própria, com quadras de tênis", afirmou Jorge Rosa.

Outro tenista que comentou a eleição foi o paulista Ricardo Mello. "Fico feliz pela situação ter tido um ponto final e espero que agora passemos a um novo capítulo, em que a nova diretoria trabalhe bastante para o desenvolvimento do tênis. Nós, os tenistas, vamos estar de olho nisso", afirmou Mello. Por seu lado, o tenista Flávio Saretta também divulgou, via assessoria, sua opinião sobre o assunto: "Finalmente mudou. Esperamos que o novo presidente esteja mesmo a fim de mudar o tênis brasileiro."

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