! Brasil ganha "reforço" de Tomas Koch em fim-de-semana vitorioso - 06/03/2005 - UOL Esporte - Tênis

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  06/03/2005 - 17h06
Brasil ganha "reforço" de Tomas Koch em fim-de-semana vitorioso

Marcos Pereira
Enviado especial do UOL
Em Bogotá (Colômbia)

A equipe brasileira que passou pelo primeiro adversário na Copa Davis de 2005 teve um importante reforço no confronto com a Colômbia, neste fim-de-semana, em Bogotá. Tomas Koch, o maior jogador do país na competição, acompanhou o dia-a-dia dos tenistas desde quinta-feira.

Koch, que levou o Brasil a duas semifinais do Grupo Mundial, em 1966 e 71, perdendo, respectivamente para Índia e Romênia, chegou na noite de quarta-feira para participar do jantar de abertura do confronto e, no dia seguinte, já tinha seu primeiro contato com os jogadores.

Ficou em quadra assistindo ao treino de Flávio Saretta e Ricardo Mello, mas evitou dar palpites. "Vim aqui para dar uma força aos jogadores, pois eles já estão bem assessorados com o Fernando Meligeni e o Mauro Menezes", disse, referindo-se ao capitão e ao assistente da equipe nacional.

Na sexta-feira, acompanhou atentamente os dois jogos de simples. Ficou a maior parte do tempo sentado, mas se levantou, bateu palmas e gritou depois que Saretta começou uma reviravolta no terceiro set -o tenista brasileiro estava em desvantagem de uma quebra de saque e virou o jogo contra Pablo González.

Na maior parte do tempo, porém, se manteve calmo e sereno, como lhe era peculiar nos tempos de jogador, quando desafiou tenistas como o australiano Roy Emerson, o romeno Ilie Nastase e o sueco Bjorn Borg.

Na partida de duplas, no sábado, pouco depois de Mello despachar Michael Quintero, também esteve contido. Mas até que a parceria colombiana, formada por González e Quintero, ganhasse um set contra André Sá e Bruno Soares. Depois, vibrava a cada ponto ao lado de seus companheiros de fora de quadra, entre eles Saretta, Mello e Thiago Alves.

Koch disse que fazia três anos que não acompanhava de perto um confronto do Brasil na Copa Davis. A última vez havia sido contra o Canadá, em 2002, pela repescagem do Grupo Mundial -na ocasião, o Brasil ganhou por 4 a 0 e se livrou do rebaixamento.

Antes disso, esteve em dois confrontos em Florianópolis, contra a Austrália, em 2001, em que o time de Gustavo Kuerten perdeu para o de Lleyton Hewitt, e contra a França, em 2000, pela primeira rodada do Grupo Mundial, quando os brasileiros venceram por 4 a 1.

"Mas, nessa época, eu ficava totalmente do lado de fora, pois o grupo era muito fechado", disse Koch, que é o atual vice-presidente técnico da CBT (Confederação Brasileira de Tênis) e que, no meio do ano, será indicado ao Comitê Executivo da ITF (Federação Internacional de Tênis).

"Agora, está tudo mais democrático e posso participar, pois a idéia é de somar, mudando a concepção do que era feito antes", criticou o ex-tenista, que jogou 118 partidas de Copa Davis, conquistando 74 vitórias.

Koch vem aprovando a nova gestão na equipe nacional, que tem em Meligeni a experiência de um jogador que atuou por dez anos, defendendo o Brasil. "Acho que conhecimento nesse tipo de competição o Meligeni tem de sobra, pois sempre expressou bem o espírito de defender o país, sendo uma referência dentro de quadra."

Mesmo lamentando o fato de o Brasil ter de disputar a terceira divisão da Davis, Koch acredita que há um ponto positivo. Para ele, os jogadores poderão usar esse período para ganhar experiência, pois o grupo está pouco acostumado com o torneio de seleções mais importante do planeta.

"Acho que, nesse recomeço, eles podem se fortalecer, mantendo um ambiente bom e favorável, para chegarem em um bom nível no Grupo Mundial", comentou.

"É difícil ter um desempenho como o Nadal (Rafael) no ano passado, ou como o Youzhny (Mikhail), em 2002, que, mesmo jovens e sem experiência, estavam jogando a Davis pela primeira vez na carreira e foram campeões", lembrou, referindo-se aos títulos conquistados por Rússia e Espanha.


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