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13/07/2005 - 17h13
Confirmado como titular, Guga vai atrás de "recompensa" na Davis
Marcos Pereira Enviado especial do UOL Em Joinville (SC)
Confirmado como titular da equipe brasileira para o confronto com as Antilhas Holandesas, de sexta-feira a domingo, Gustavo Kuerten terá a responsabilidade de abrir boa vantagem para o Brasil no confronto que vale vaga na final do grupo 2 da Zona Americana (terceira divisão da Copa Davis).
 | | | Titular, Guga terá responsabilidade de abrir o duelo com as Antilhas Holandesas | E o principal tenista do país mostrou-se ansioso por retornar à quadras na Davis. Ele não atua na competição desde setembro de 2003, quando o Brasil perdeu para o Canadá e foi rebaixado para a Zona Americana (segunda divisão), e espera fazer dessa volta uma "recompensa" pelo esforço após a segunda cirurgia no quadril.
"Acho que tudo o que vou viver aqui é uma recompensa pela dedicação desde que voltei a treinar. Jogar para quatro ou cinco mil pessoas é muito bom, e isso vem coroar a boa semana que tive", disse. Com a escalação de Guga ao lado de Ricardo Mello, Flávio Saretta foi quem perdeu a vaga nos duelos de simples em relação ao time que bateu a Colômbia na primeira rodada, em março, em Bogotá.
Por isso, Guga nem se preocupa com o fato de não chegar mais para um confronto como o número 1 do Brasil -isso não acontecia desde 1996, quando o país tinha Fernando Meligeni como principal tenista. Dessa vez, Ricardo Mello, 51° colocado do ranking de entradas, encabeça a lista de convocados do agora capitão Meligeni.
| GUGA NA COPA DAVIS | | Piso | Vitórias | Derrotas | | Saibro | 23 | 7 | | Grama | 0 | 2 | | Carpete | 6 | 5 | | Total | 29 | 14 | "O meu momento agora é de investir em mim e de trabalhar a longo prazo", comentou. "A Copa Davis faz parte dessa caminhada e vim preparado para somar o máximo possível. Quando eu era o número 1, isso também acontecia, mas, agora, preciso aproveitar esse momento, sentir a motivação dos meus companheiros e também do Fininho (Meligeni), que foi um dos que me viram nos meus melhores momentos."
Ajudando o Unicef Gustavo Kuerten usou parte de seu tempo livre nesta quarta-feira para ceder seu nome a mais uma promoção entre a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e a ATP (Associação dos Tenistas Profissionais). Ele formalizou um manifesto da entidade, que declarou 2005 como o "Ano do Desporto e da Educação Física".
Guga já havia assinado um termo para colaborar com a promoção durante o Torneio de Valência, que marcou seu retorno às quadras depois de sete meses de afastamento por conta da segunda cirurgia a que foi submetido no quadril. Na ocasião, ele teve a companhia de Rafael Nadal, que na época ainda era considerado a maior sensação espanhola e que hoje em dia passou a ser a única ameaça ao reinado do suíço Roger Federer no ranking mundial.
 | Minha participação é muito importante porque tenho voz ativa nesse segmento, e é bom para dar seqüência ao desenvolvimento do tênis. | | |  | Gustavo Kuerten
| Dessa vez, porém, o tenista catarinense incrementou sua participação no evento. Antes de formalizar sua contribuição à Unicef, bateu bola com crianças e adolescentes que seguiam o maior ídolo do tênis nacional em um clube de Joinville. Acompanhado de sua mãe, Guga era cercado de dezenas de fãs adultos, que rodearam uma quadra em busca de uma fotografia.
No primeiro bate-bola, Guga teve pela frente o "menorzinho" da turma. Deu início à jogada em três oportunidades, mas viu seu companheiro falhar na devolução. Então, pulou a rede e, pacientemente, tentava explicar o movimento a ser feito com a raquete. Depois de um novo erro, o garoto finalmente acertou a bolinha, arrancando aplausos do tenista e daqueles que assistiam à troca de bolas.
Foram quase 30 minutos de jogo e uma fila que passava de 20 meninos e meninas. Depois da movimentação, Guga assinou o documento que sacramenta seu apoio à iniciativa da Unicef e afirmou que se viu no lugar das crianças que foram acompanhar o evento.
"Lembro do dia em que era pequeno e, em qualquer torneio que tivesse em Santa Catarina, buscava o contato com os profissionais. E eram competições menores, que não chegavam a ser uma Copa Davis, como acontece nesta semana", disse, lembrando de sua representatividade na campanha. "Minha participação é muito importante porque tenho voz ativa nesse segmento, e é bom para dar seqüência ao desenvolvimento do tênis."
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