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25/09/2005 - 14h51
Mello ganha vaga de Saretta e dá ao Brasil vitória sobre Uruguai na Davis
Da Redação Em São Paulo
Ricardo Mello, tenista nacional mais bem colocado no ranking mundial, deu o ponto decisivo que garantiu ao Brasil o acesso ao grupo 1 da Zona Americana da Copa Davis. Ele foi escalado no lugar de Flávio Saretta para o primeiro jogo deste domingo e derrotou o uruguaio Marcel Felder de virada.
AFP Ricardo Mello comemora a vitória que promoveu o Brasil ao grupo 1 da Copa Davis Mello, número 88 do ranking mundial, ganhou por 3 sets a 1, com parciais de 6-7 (4-7), 6-1, 6-3 e 6-2. Com o resultado, o Brasil fechou o confronto contra o Uruguai, disputado em Montevidéu, em quadra de saibro, com três vitórias e uma derrota.
Além de acabar com a agonia de disputar a terceira divisão pela primeira vez na história, o título do grupo 2 deixa o Brasil em condições de disputar a elite da Davis em 2007. Para isso, precisa ser um dos finalistas do grupo 1 na próxima temporada.
A campanha em 2005 foi vitoriosa, como era esperado. Com a volta dos principais tenistas do país, que boicotaram a competição em protesto contra a antiga administração da CBT (Confederação Brasileira de Tênis), o Brasil passou facilmente por Colômbia e Antilhas Holandesas, fazendo 5 a 0.
Contra o Uruguai, a dificuldade foi maior, e o Brasil chegou a passar sufoco em alguns momentos. Mas a vitória na partida de duplas, no sábado, deixou a equipe capitaneada por Fernando Meligeni em uma posição confortável.
Com isso, Mello, apesar de perder o primeiro set, jogou o suficiente para bater Felder e despachar o Uruguai. Inicialmente, Saretta era o escalado para essa partida, mas foi deixado de lado por causa do desempenho ruim que teve na sexta-feira, em que perdeu para Pablo Cuevas por 3 a 1.
"Não foi uma vitória simples, sabíamos que seria difícil, mas mostramos que temos uma equipe sólida", afirmou Meligeni, após o sofrido triunfo.
Ele também elogiou o comportamento dos jogaores, que aceitaram todas as substituições que fez durante o confronto. Nas duplas, Meligeni escalou Gustavo Kuerten em lugar de Flávio Saretta de última hora e, no domingo, colocou Ricardo Mello no lugar de Saretta.
Para estar no Grupo Mundial, é preciso ser assim, aceitar as substituiçòes, como o Mello aceitou não jogar na sexta e o Saretta, que encarou numa boa não jogar no sábado. Eles mostrarm que todos querem estar no Grupo Mundial. Mas agora, primeiro precisamos ver quem vai estar no Grupo 1, jogar estes confrontos, para subir mais um degrau."
O Jogo E Mello, que disputou apenas a quarta partida de sua carreira na Davis, começou bem a partida, com uma quebra de saque no segundo game. Ele, no entanto, levou o troco em seguida, ficando no empate por 2 a 2.
No sétimo game, o brasileiro teve o serviço quebrado novamente e permitiu que o adversário abrisse vantagem de 5 a 3. No décimo game, contudo, Mello jogou bem, salvou dois set points e devolveu a quebra, fazendo 5 a 5. Com os tenistas confirmando o saque no fim, a decisão foi para o tie-break.
No desempate, Mello começou melhor e, com um mini-break em uma ida à rede, ele abriu vantagem de 4 a 1. A partir daí, o brasileiro falhou bastante. Após ver a diferença reduzida para 4 a 3, ele cometeu dois erros não-forçados e levou a virada. Nos dois últimos pontos, Felder confirmou seu saque e fechou em 7 a 5.
Apesar da motivação pela vitória na primeira parcial, Felder não conseguiu mais encaixar seu jogo. Foi facilmente dominado por Mello, que colocou em prática seu estilo de trocas de bola pacientes e começou a deslanchar no início de cada set. Dessa forma, fechou as segunda e terceira séries por 6-1 e 6-3.
No quarto set, Mello quebrou o saque do uruguaio nos primeiro e terceiro games, abrindo vantagem de 4 a 0. Ele ainda permitiu um ponto de Felder, número 488 do mundo, no game seguinte, mas não perdeu a concentração. Ele confirmou o saque mais duas vezes e fechou a partida em 6-2.
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