A Suécia reconheceu o favoritismo no confronto com o Brasil, que vale vaga no Grupo Mundial da Copa Davis, mas desprezou a diferença entre os jogadores no ranking mundial possa interferir no resultado.
 Bjorkman é o melhor sueco no ranking, mas deve ser preservado para o jogo de duplas |
Os suecos chegaram a Belo Horizonte com dois jogadores colocados entre os 40 melhores do mundo, enquanto o Brasil não tem nenhum situado no top 100 da lista da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), que computa os 18 melhores resultados das últimas 52 semanas.
Por conta desse desnível, Robin Soderling, principal jogador da equipe européia, desconhece a formação brasileira. "Conheço o Guga. Joguei com o Saretta umas vezes, e percebi que ele é um bom jogador", disse Soderling, número 35 do mundo.
Soderling ganhou a única partida que disputou contra Saretta, mas foi em condições favoráveis ao sueco, na grama do Torneio de Nottingham, em 2004. Dessa vez, o sueco, dono de um forte saque, atuará no saibro e contra a torcida brasileira.
Ele sabe que isso pode atrapalhar seu desempenho, mas, mesmo assim, se coloca como favorito. "O Brasil é um time difícil de bater, principalmente em casa. Fiz uma boa temporada e estou bastante motivado para esses jogos. E me vejo como favorito."
O capitão da equipe sueca, Mats Wilander, também se vê como favorito na disputa, mas lembra que os brasileiros não podem ser desprezados por terem posição no ranking bem inferior.
"Ranking não significa nada na Davis. O que importa aqui é o espírito de equipe e a ajuda da torcida", explicou Wilander, que foi líder do ranking mundial na década de 80 e tem bastante conhecimento de Copa Davis, já que conquistou o principal torneio do mundo por equipes três vezes (1984, 85 e 87).
Além de Soderling, o outro top 40 da equipe sueca é Jonas Bjorkman. Ele é o mais bem colocado do time, em 33º lugar, mas deve ser preservado para o jogo de duplas, ao lado de Simon Aspelin, especialmente por não ter bons resultados no saibro.
A outra aposta de Wilander para os jogos de Wilander deve recair sobre Andreas Vinciguerra, número 147 do mundo, que vinha obtendo bons resultados em torneios de nível Challenger disputados no saibro.
Entre os brasileiros, o melhor é Thiago Alves, número 96 do mundo, mas que está em Belo Horizonte apenas para auxiliar nos treinos. Entre os possíveis escalados, o melhor é Marcos Daniel, número 102. Completam o time Saretta (124), Ricardo Mello (138) e Gustavo Kuerten, que não disputa um jogo de simples desde fevereiro.