No mínimo quatro horas de atraso. Evidentemente, este panorama não agrada ninguém, ainda mais em um dia útil como esta sexta-feira. No entanto, o adiamento do início do confronto entre Brasil e Suécia pela Copa Davis, em Belo Horizonte, não foi suficiente para afastar a torcida mineira, que reclama, mas pretende ficar até o início do jogo entre Flávio Saretta e Andreas Vinciguerra, que pode ocorrer a partir das 14h.
"O ingresso é caro, então a gente tem que aproveitar, senão o prejuízo é maior", afirma Eric Vinícius, administrador de empresas. "É melhor passar raiva do que perder o dinheiro", brincou, procurando manter o bom-humor.
Já o estudante Emanuel dos Santos critica a organização. "É por causa da chuva, faz parte, mas a organização deveria ter tido um pouco mais de cuidado", reclamou.
Tarciano Ferreira, servidor público, questionou como a chuva - ausente nesta sexta - pode ter atrapalhado o confronto. "Hoje, apesar de o tempo estar um pouco nublado, eu não vi chuva. Se estivesse caindo uma chuva muito forte, tudo bem, a gente entende. Mas a torcida tá decepcionada", frisou. "É lamentável. Esperava que começasse no horário certo".
O atraso não é um incômodo apenas para os torcedores, que via de regra serão obrigados a passar o dia quase todo na Expominas. Os funcionários contratados para dar apoio ao evento também praguejaram.
"A gente tinha um horário para acabar o trabalho, que era depois do jogo", explicou Bárbara de Araújo, da equipe de apoio da CBT para o evento. "Mas agora a gente vai ter que sair bem mais tarde, e a gente tem compromissos", comentou a funcionária, que chegou ao complexo armado na Expominas às 6h30 - seu horário de entrada era 7h - e espera voltar para casa apenas às 21h.
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