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22/09/2006 - 11h08

Torcida reclama de atraso, mas não desiste de assistir à Davis

Paulo Luis Santos
Enviado especial do UOL
Em Belo Horizonte
No mínimo quatro horas de atraso. Evidentemente, este panorama não agrada ninguém, ainda mais em um dia útil como esta sexta-feira. No entanto, o adiamento do início do confronto entre Brasil e Suécia pela Copa Davis, em Belo Horizonte, não foi suficiente para afastar a torcida mineira, que reclama, mas pretende ficar até o início do jogo entre Flávio Saretta e Andreas Vinciguerra, que pode ocorrer a partir das 14h.

"O ingresso é caro, então a gente tem que aproveitar, senão o prejuízo é maior", afirma Eric Vinícius, administrador de empresas. "É melhor passar raiva do que perder o dinheiro", brincou, procurando manter o bom-humor.

Já o estudante Emanuel dos Santos critica a organização. "É por causa da chuva, faz parte, mas a organização deveria ter tido um pouco mais de cuidado", reclamou.

Tarciano Ferreira, servidor público, questionou como a chuva - ausente nesta sexta - pode ter atrapalhado o confronto. "Hoje, apesar de o tempo estar um pouco nublado, eu não vi chuva. Se estivesse caindo uma chuva muito forte, tudo bem, a gente entende. Mas a torcida tá decepcionada", frisou. "É lamentável. Esperava que começasse no horário certo".

O atraso não é um incômodo apenas para os torcedores, que via de regra serão obrigados a passar o dia quase todo na Expominas. Os funcionários contratados para dar apoio ao evento também praguejaram.

"A gente tinha um horário para acabar o trabalho, que era depois do jogo", explicou Bárbara de Araújo, da equipe de apoio da CBT para o evento. "Mas agora a gente vai ter que sair bem mais tarde, e a gente tem compromissos", comentou a funcionária, que chegou ao complexo armado na Expominas às 6h30 - seu horário de entrada era 7h - e espera voltar para casa apenas às 21h.

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