A Federação Internacional de Tênis (ITF) informou que os jogos programados para 10h (de Brasília) deste sábado do confronto entre Brasil e Suécia, válido pela repescagem do Grupo Mundial da Copa Davis, não acontecerão antes das 12h.
| A NOVELA DA CHUVA |
|---|
| 20/09 | Cai uma tempestade em Belo Horizonte. Sem qualquer espécie de proteção, a quadra a céu aberto construída para os jogos com saibro extra-fofo vira lama. |
|---|
| 21/09 | Chega, pela manhã, a lona destinada à proteção da quadra. A organização passa o dia todo tentanto arrumar o estrago causado na quarta, inclusive com uso de maçaricos. À noite, mais chuva cai em Belo Horizonte. |
|---|
| 22/09 | No dia em que os confrontos deveriam começar, a quadra ainda não reúne condições de jogo. A chuva não cessa, e a ITF decide adiar as partidas para sábado. CBT recorre a técnica que mistura pó de cimento ao saibro para acelerar a drenagem, tornando o piso mais duro e veloz. |
|---|
| 23/09 | Com um dia de atraso, Brasil e Suécia iniciam o duelo por uma vaga na elite da Copa Davis. |
|---|
| |
|---|
| |
|---|
|
Os organizadores do evento ainda não conseguiram recuperar a quadra para o primeiro duelo, que será entre Flávio Saretta e Andreas Vinciguerra. A chuva, que caiu com força na noite de quarta-feira e desde então vem aparecendo em Belo Horizonte, se fez presente de forma fraca, mas contínua ao longo de toda a sexta-feira, até a noite.
Neste sábado, ao contrário, o tempo está seco e com sol. Às 12h os organizadores deverão reavaliar as condições da quadra e dar o sinal verde para o início das partidas logo após uma breve cerimônia de abertura. Pouco antes disso, Flávio Saretta e Thiago Alves aquecerão na quadra, testando sua condição.
Alves reconheceu que a quadra pode estar diferente, causando estranheza aos atletas após ser praticamente refeita devido aos estragos da chuva. "A gente não tem idéia do que vai ter, não dá para saber o que a gente vai encontrar ali", comentou o tenista número 1 do ranking brasileiro.
As condições da quadra se agravaram na última quarta, pois quando uma chuva violenta caiu, ela estava descoberta - a lona protetora ainda não havia chegado à Expominas -, o que a deixou ensopada. Uma falha na organização fez com que a cobertura não chegasse ao local correto a tempo - ela foi parar no Minas Tênis Clube, e só chegou à Expominas na quinta-feira de manhã.
Com isso, a quadra, que foi construída com piso de saibro extra-fofo a pedido do time brasileiro, ficou exposta à água, e virou lama. No entanto, o presidente da CBT, Jorge Rosa, declarou que mesmo que a lona estivesse a postos, de nada adiantaria, dado o volume das chuvas.
| CONFRONTO DE UM DIA? |
|---|
| A chuva que atrapalhou os jogos entre Brasil e Suécia pode fazer o confronto durar apenas um dia. Já neste sábado, o Brasil pode determinar seu retorno à elite ou seguir outro ano na segunda divisão. Na primeira partida do dia Flávio Saretta enfrenta Andreas Vinciguerra e, posteriormente, Ricardo Mello pega Robin Soderling. A seguir vem o jogo de duplas, com Gustavo Kuerten e André Sá desafiando Jonas Bjorkman e Simon Aspelin. |
|---|
|
LEIA MAIS |
"Acho que em qualquer evento que você faz, tem coisas que não dão certo", opinou Alves sobre a "novela" da quadra. "Foi uma infelicidade. Mas ontem, mesmo que a quadra estivesse em condições, os jogos não terminariam, porque choveu o dia praticamente todo", amenizou.
Uma das medidas tomadas pela CBT para recuperar a quadra, no entanto, amenizará um dos principais trunfos da seleção brasileira, que é a lentidão das quadras de saibro. Uma das empresas designadas para regularizar a situação do piso ensopado usa uma técnica que mistura uma espécie de cimento em pó ao saibro para fazer com que o piso seque mais rapidamente. Mas o preço disso é tornar a quadra mais dura e, conseqüentemente, mais rápida - o que não interessa esportivamente ao Brasil.
"A quadra fica um pouco mais dura e, nesse caso, vai facilitar (a drenagem)", explicou Jorge Rosa, presidente da CBT. "A empresa disse que, sem chuva, em menos de duas horas consegue resolver aquela situação".
A solução emergencial vai no caminho contrário do desejado pela equipe nacional. Desde que o duelo com a Suécia foi definido, a ordem foi construir uma quadra de saibro o mais lenta possível, extrafofa, e a organização havia conseguido fazê-lo com sucesso. "A quadra está exatamente como queríamos: lenta, pesada e bem fofa", havia elogiado o capitão Fernando Meligeni no final de agosto, quando viu a quadra pronta ao vivo pela primeira vez.
UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)