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30/11/2006 - 13h01

Argentina tenta explorar trauma russo por título inédito na Davis

Da Redação*
Em São Paulo
Davydenko0 x 5Chela
Davydenko2 x 4Nalbandián
Safin3 x 1Chela
Safin6 x 2Nalbandián
Rússia2 x 1*Argentina
RÚSSIA X ARGENTINA
ESTRELA:
Nikolay Davydenko
Ranking: 3
ESTRELA:
David Nalbandián
Ranking: 8
A equipe da Argentina tenta seu primeiro título na Copa Davis contra a Rússia a partir desta sexta-feira, dia 1º, em Moscou. E jogar fora de casa pode se tornar, ironicamente, um trunfo para os sul-americanos.

O confronto será realizado no carpete do estádio Olimpiiski - palco de duas marcantes derrotas russas em decisões de Copa Davis, nas quais a equipe sofreu com a pressão da própria torcida e deixou o título escapar.

A primeira delas foi em 1994, quando a equipe russa caiu diante da tradicional Suécia por 4 a 1. No ano seguinte, 1995, a derrota se repetiu, mas diante dos EUA e pelo placar de 3 a 2 - na ocasião, Pete Sampras anotou todos os três pontos da equipe norte-americana.

A única vez que a Rússia sagrou-se campeã da Davis foi fora de casa, contra a França, em 2002. A vitória por 3 a 2 teve Mikhail Youzhny como destaque: na época, com 20 anos e então número 38 do ranking, ele substituiu o lesionado Káfelnikov para derrotar Paul-Henri Mathieu na quinta e decisiva partida e levar o troféu para Moscou.

HORÁRIOS DA DAVIS
Sexta-feira (1/12) - 8h
Davydenko x Chela
Safin x Nalbandián (na sequência)
Sábado (2/12) - 9h
Nalbandián/Calleri x Tursunov/Youznhy
Domingo (3/12) - 8h
Davydenko x Nalbandián
Safin x Chela (na sequência)
Os argentinos, por sua vez, buscam o trunfo inédito para seu país. A única vez que os sul-americanos chegaram a uma decisão foi em 1981, quando perdeu para os EUA por 3 a 1 na casa do rival.

Ganhar a Copa Davis é "um sonho que a Argentina ainda não pode alcançar", definiu Nalbandián, principal argentino na disputa. Tal vitória teria, ainda, um gosto de revanche.

No último duelo entre russos e argentinos, a Rússia venceu por 3 a 2, na semifinal de 2002. Quatro atletas desta decisão estavam naquela semifinal: os russos Safin e Youzhny, e os argentinos Nalbandián e Juan Ignacio Chela.

Desta vez, Youznhy e Safin têm ao seu lado no time Nikolay Davydenko (que, como Safin, deve jogar a simples) e Dmitry Tursunov. Já a Argentina jogará com Nalbandián e Chela (provavéis atletas nas simples), além de José Acasuso, e Agustín Calleri. Guillermo Cañas foi convocado, mas não deve jogar porque, depois de retornar de suspensão de 15 meses, ainda não competiu em carpete.

EFE
Chela está em 33º lugar no ranking
EFE
Marat Safin ocupa a 26ª posição na ATP
PERFIL DE JUAN IGNACIO CHELA
PERFIL DE MARAT SAFIN
PERFIL DE DAVID NALBANDIÁN
PERFIL DE NIKOLAY DAVYDENKO
Para o capitão argentino, Alberto Mancini, o jogo de duplas será crucial para a definição do campeão. "Obviamente, gostaríamos de acabar o primeiro dia com dois pontos à frente, mas um empate não estaria nada mal, já que temos uma dupla muito competitiva".

Ele vê a "união" como grande arma argentina para a vitória, e destaca que usa "o mesmo grupo que começou a classificação e chegou à final da Copa Davis".

Os argentinos não vêem o piso veloz como obstáculo. Segundo Mancini, o carpete não é tão rápido quanto os sul-americanos esperavam, e isso não deve ser determinante no resultado final.

Os capitão russo, Shamil Tarpischev, explicou que "se a quadra fosse rápida demais, isso seria um problema não só para os argentinos, mas para nós também".

* Com agências internacionais

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