| O PERFIL DE GUGA |
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 Guga exibe bandeira em Lisboa |
| Nascimento: 10/09/1976 |
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| Local: Florianópolis (SC) |
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| Altura: 1,90 m |
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| Peso: 83 kg |
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| Títulos de simples: 20 |
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| Títulos de duplas: 8 |
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| Vitórias: 358 |
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| Derrotas: 191 |
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| Melhor ranking: 1º (43 semanas) |
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| Melhor ranking duplas: 38º |
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| Premiação: US$ 14.750.088 |
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Gustavo Kuerten, brasileiro mais bem-sucedido no circuito masculino de tênis em toda a história, resistiu até onde agüentou. Foram duas cirurgias no quadril e mais de três anos dedicados à fisioterapia e à preparação física. Mas, ao sentir que não conseguiria voltar a ficar entre os melhores do mundo, decidiu abandonar a carreira de 20 títulos e um tri de Roland Garros que o colocou entre os melhores jogadores de saibro de todos os tempos. Antes do adeus definitivo, porém, ainda vai disputar, neste ano, alguns torneios em que já brilhou, como Roland Garros e Aberto do Brasil.
O tenista catarinense, de 31 anos de idade, deixou para trás uma carreira vitoriosa, que inclui entre seus maiores também um título da Masters Cup, em 2000, em Lisboa, e 43 semanas de liderança do ranking mundial, além de ter sido o primeiro sul-americano a fechar uma temporada como melhor do planeta.
A carreira de Guga, que teve quase US$ 15 milhões em premiação, foi alavancada em seu principal palco. Em Roland Garros de 1997, ele chegou apenas como mais um integrante da chave principal, no 66º lugar do ranking mundial. Mas terminou como uma grande promessa principalmente por ter despachado alguns dos melhores do mundo na época.
O primeiro foi o austríaco Thomas Muster, um dos maiores vitoriosos no saibro e campeão do Grand Slam francês em 1995. Depois, passou pelo ucraniano Andrei Medvedev e pelo russo Yevgeny Kafelnikov, que defendia o troféu. Na decisão, arrasou em três sets o espanhol Sergi Bruguera, bicampeão do torneio francês em 1993 e 1994.
A certeza de que ali estaria surgindo um dos maiores tenistas da história não teve seqüência em 1998 e, mesmo com dois títulos, Guga não conseguiu se segurar no top 20 do ranking mundial. No ano seguinte, o brasileiro voltou a se destacar com dois títulos de Masters Series (Monte Carlo e Roma) e se classificou para o Masters, torneio que reúne os oito melhores da temporada.
O ano de 2000 foi o mais glorioso. Com cinco títulos e o bi de Roland Garros, Guga terminou o ano como o melhor do mundo. Na reta final do Masters, venceu os consagrados Pete Sampras, na semifinal, e Andre Agassi, na final, para roubar do russo Marat Safin o topo do ranking.
Guga manteve o ritmo em 2001 e, com seis troféus, foi líder a maior parte do tempo. Na reta final, porém, fraquejou ao começar a sentir a grave lesão no quadril e permitiu que o jovem australiano Lleyton Hewitt o ultrapassasse com o título da Mastes Cup de Sydney.
De 2002 a 2004, Guga se revezou da 16ª à 40ª colocação, mas, a partir daí, entrou em declínio após a segunda cirurgia no quadril. Jogando só nove torneios em 2005 e perdendo quase sempre na estréia, despencou para o 291º lugar.
Guga passou, então, a se dedicar ao condicionamento físico. Foram só dois jogos em 2006 e duas derrotas. No ano passado, disputou oito torneios no primeiro semestre e, como não teve sucesso, parou de se arriscar. No segundo semestre, disputou três jogos de duplas e perdeu todos até amadurecer a idéia de se aposentar em 2008.