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13/04/2008 - 17h02

Brasil vislumbra caminho difícil para o Grupo Mundial da Davis

Antoine Morel
Em Sorocaba (SP)
Sem estar na elite do tênis desde 2003, quando contava com Gustavo Kuerten em boa forma, a equipe brasileira pode ter um caminho tortuoso para chegar ao Grupo Mundial da Davis.

Depois de vencer a Colômbia neste domingo e avançar à repescagem, que será disputada em setembro deste ano, a equipe nacional saberá na próxima semana quem será seu rival na briga pela vaga para a competição de 2009.

Antes dos confrontos deste final de semana, usando o ranking da Federação Internacional de Tênis (ITF) baseado na primeira rodada da Davis de 2008, a Confederação Brasileira de Tênis pensava em ter boas chances de disputar a repescagem em casa.

"Fizemos um estudo e temos 62,5% de chances de jogar no Brasil", afirmou o presidente da entidade, Jorge Lacerda da Rosa, neste domingo, explicando que o cálculo foi feito sem os resultados finais deste domingo.

Com a confirmação dos resultados deste final de semana, o estudo da CBT pode ser nulo, já que o ranking mudaria a partir desta segunda. O Brasil, então, não teria sequer um confronto em casa confirmado diretamente. Sem ser cabeça-de-chave, o time nacional espera ser sorteado contra alguns dos favoritos.

Possíveis rivais, como Romênia, Austrália, Bélgica e Eslováquia seriam os que os brasileiros jogariam fora de casa. Contra Coréia do Sul, Sérvia, Croácia e Israel, a definição do local do duelo seria feito por meio de sorteio.

Para o capitão Chico Costa, não há como escolher um rival favorito para a futura disputa. "É muito importante jogar em casa. Mas é um sorteio que são colocadas umas bolinhas em um saco e sai o rival", disse ele, que completou: "Vejo que temos uma equipe em ascensão. O Marcos [Daniel] está entre os 100 melhores do mundo, e o [Thomaz] Bellucci estava entre os 500 melhores ano passado e agora está aí".

Os classificados para a repescagem são formados pelos perdedores da primeira rodada do Grupo Mundial de 2008 e os vencedores das zonas continentais, como é o caso do Brasil.

"É pedreira agora. Vai ter um ou dois times mais acessíveis. Às vezes até compensa jogar fora com algum time. Mas jogar no Brasil pode ficar bem mais forte. Se montarmos um caldeirão, teremos uma pequena vantagem", analisou Marcos Daniel, o tenista que definiu o confronto neste domingo ao vencer Santiago Giraldo depois da desistência do colombiano.

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