O canhoto Thomaz Bellucci confirmou a boa fase, chegou à décima sétima vitória seguida no saibro no circuito profissional e ainda de quebra vai virar o número um do país na próxima divulgação da lista da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), na segunda-feira, dia 19.
Nesta quinta-feira, ele derrotou o sul-africano Rik de Voest, que desistiu no segundo set depois do brasileiro vencer o primeiro por 7-5, nas oitavas-de-final do challenger de Bordeaux.
A seqüência do tenista paulista, que beira o número 70 do mundo agora, é de três títulos seguidos em challengers no saibro (Florianópolis, Túnis e Rabat). Antes disso, em fevereiro, ele havia conquistado o de Santiago, o seu primeiro na carreira. Se vencer mais este torneio na França, Bellucci se aproxima dos 60 melhores do mundo.
Com a vitória desta quinta, ele assegura pelo menos 14 pontos, que o fazem superar Marcos Daniel, o atual 74 do mundo. Além de assumir o topo no Brasil, ele também confirma uma ascensão meteórica no ranking depois de começar o ano em 202º do mundo e com perspectivas de chegar ao top 100 apenas no início de 2009. Ele, porém, minimizou nesta quarta o fato de poder chegar ao número um do ranking brasileiro.
"É melhor subir no ranking do que ser o número do Brasil. Os brasileiros não têm tido bons resultados ultimamente para se animar tanto em ser o número 1 do país", afirmou Bellucci, em entrevista ao
UOL Esporte.
A seqüência de 17 vitórias no piso lento pode ser aumentada ainda se for considerada o triunfo sobre Carlos Salamanca no confronto entre Brasil e Colômbia pela Copa Davis, em Sorocaba, no início de abril. De lá para cá, ele não perdeu mais.
Com a chegada ao top 100, Bellucci já se garantiu na chave principal de Wimbledon, o terceiro Grand Slam do ano. Sem nunca ter jogado na grama rápida - fato que só ocorreu quando era juvenil -, ele diz que pode surpreender. "Eu posso jogar bem na quadra rápida também. Antes de Wimbledon, vou disputar dois qualyfings de ATP na grama para me adaptar", explicou.