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24/05/2008 - 13h12

Neste domingo, Guga diz que pode fazer a alegria francesa em Paris

Antoine Morel
Em Paris (FRA)
A estréia neste domingo, por volta das 9h (horário de Brasília), será um marco para Gustavo Kuerten, que pode se despedir das quadras em caso de derrota e também para os franceses que verão pela primeira vez o "queridinho" de Roland Garros enfrentar um tenista top local nas quadras do Aberto da França.

Em 10 edições de participações, o brasileiro só atuou uma vez contra um francês. Foi em 1998, logo na estréia após o primeiro título. O azar foi de Charles Auffray, número 196 do mundo na época, que perdeu por 6-0, 6-2, 6-2. Em 2008, Guga sabe que o lado fraco da partida contra Paul-Henri Mathieu, 19 do ranking, é o seu.

"Quem sabe eu possa dar um gosto especial para o público francês na despedida. Mesmo se perder, vai ser interessante porque os franceses estão em busca de um vencedor de Roland Garros faz tempo, desde a época de Yannick Noah (campeão em 1983)", afirmou.

A partida da primeira rodada será na quadra central do complexo em Paris, Philippe Chatrier, logo após o jogo do sérvio Novak Djokovic contra Denis Gremelmayr (ALE) e Ana Ivanovic (SER) conta a sueca Sofia Arvidsson (SUE).

Kuerten, que se diz um pouco mais nervoso do que o habitual, explica que a concentração maior será para jogar em um nível mais alto possível para poder encarar Mathieu. "Eu tenho condição de jogar 2 a 3 horas, sem problemas. O problema mesmo é manter o alto nível neste tempo", contou.

Para uma platéia de jornalistas estrangeiros interessados em saber o quanto a dor o atrapalha neste sábado, Guga pareceu contar os dias para terminar a a carreira e poder superar as dores.

"Dói a todo momento, quando durmo, quando sento", brincou. "É bem difícil. Mas, agora, é só mais um dia...ou três, quatro", reconheceu o catarinense, não muito seguro que possa bater Mathieu neste domingo.

Depois de cinco torneios da turnê de despedida em 2008, o catarinense conta que as dores não são o que mais lhe preocupa. "Amanhã (domingo) é a parte emocional que será o problema. Eu acabei ainda enfrentando um cara que está jogando bem. A dor estou acostumado", declarou.

Se for eliminado e der adeus à carreira, Guga promete algumas palavras em francês para o público ou então algum gesto que demonstre o seu afeto pelo país, como o feito em 2001 no tricampeonato: um coração feito com o risco da raquete no saibro.

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