O escocês Andy Murray não escondeu a felicidade em chegar à sua primeira final de um Grand Slam. Para bater o atual líder do ranking mundial, o espanhol Rafael Nadal, o tenista teve de enfrentar uma maratona iniciada no sábado.
Devido às chuvas, reflexo da proximidade do furacão Hanna em relação a Nova York, o confronto foi paralisado quando o escocês tinha 2 sets a 0 no placar, e precisava vencer apenas mais uma parcial para avançar à decisão e enfrentar o suíço Roger Federer. Na volta, já neste domingo, Murray permitiu que Nadal diminuísse a vantagem, mas fechou no quarto set.
Aos 21 anos, o escocês definiu a vitória como "um alívio". "Foi muito difícil dormir antes do jogo, mas estou feliz em ter completado bem meu trabalho", disse ele, que agradeceu à torcida. "A atmosfera aqui foi inacreditável. A torcida só pôde assistir a um set e meio de tênis, mas para mim eles foram incríveis e me ajudaram muito no final."
Com menos de 24 horas para descansar até a decisão, Murray já voltou as atenções para Roger Federer. O suíço é o atual tetracampeão no Grand Slam norte-americano, o último da temporada. Além disso, vem "mordido" com o fato de ter perdido a liderança no ranking para Rafael Nadal, em agosto.
Ele reconhece que terá um duro adversário em busca do primeiro título britânico no torneio desde 1936, com Fred Perry. "Ele é provavelmente o melhor tenista de todos os tempos e ter a chance de enfrentá-lo em uma final de Grand Slam é uma honra".
Para ficar com o título, o tenista é um dos poucos a contar com um retrospecto favorável contra Federer em sua carreira. No confronto direto, tem a vantagem de duas vitórias e uma derrota nos três jogos entre eles. Os dois últimos triunfos foram do número 6 do ranking mundial.
"Eu tenho jogado bem contra Federer no passado, então espero fazer o mesmo nesta segunda", concluiu o jovem tenista.