Nos últimos quatro anos, ele se acostumou a ser o tenista a ser batido e ainda apresentar o maior número de pontos para defender logo nos primeiros meses da temporada. Em 2009, o suíço Roger Federer viverá um primeiro trimestre bem mais "sossegado" do que o costume e sequer está entre os três tenistas que mais precisarão manter seus pontos.
| FEDERER NO PRIMEIRO TRIMESTRE |
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| 2008 | 10.610 | 1.600 | 15,1% |
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| 2007 | 7.180 | 1.380 | 19,2% |
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| 2006 | 8.370 | 2.460 | 29,4% |
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| 2005 | 6.725 | 2.250 | 33,4% |
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| 2004 | 6.335 | 1.895 | 29,9% |
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| 2003 | 4.375 | 895 | 20,4% |
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| 2002 | 2.590 | 870 | 33,6% |
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| 2001 | 1.745 | 630 | 36,1% |
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| Ano | Pontos no início do ano | Pontos a defender até abril | % de pontos a defender |
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FEDERER E NADAL EM DOHA |
DJOKOVIC JOGA EM BRISBANE |
Levantamento feito pelo
UOL Esporte mostra que o suíço terá apenas 15,1% dos 10.610 pontos que detém atualmente para defender nestes 90 dias iniciais. Entre os dez melhores do ranking, quatro tenistas precisarão manter mais pontos que o ex-número um do mundo no mesmo período.
O tenista que será mais pressionado é o sérvio Novak Djokovic, que terá de defender os títulos no Aberto da Austrália e no Masters Series de Indian Wells. Assim, o atual terceiro do ranking colocará em jogo 3.310 dos 10.590 pontos que tem hoje.
Depois de Djokovic, aparecem na relação o espanhol Rafael Nadal (com 2.100 pontos), o russo Nikolay Davydenko (1.640) e o francês Jo-Wilfried Tsonga (1.620), todos com mais pontos a serem defendidos neste trimestre do que Federer.
O suíço sequer precisará manter um título, já que seu melhor resultado no mesmo período em 2008 foi as semifinais no Aberto da Austrália. É a primeira vez que Federer enfrenta este cenário desde 2001, quando conquistou o seu primeiro título e ironicamente no primeiro trimestre daquele ano, em Milão.
No ano seguinte, ele foi campeão em Sydney e precisou manter 630 pontos (36,1% dos 1.745 pontos que tinha no início daquela temporada) nos três primeiros meses. Em 2003, Federer começou a temporada precisando defender 33,6% dos pontos que tinha, e acabou sendo campeão em Marselha e Dubai no trimestre inicial.
Ele iniciou 2004 como segundo do mundo, com 20,4% dos pontos a manter nos primeiros 90 dias, e superou o período com os títulos do Aberto da Austrália, do Masters Series de Indian Wells e do Torneio de Dubai, resultados que colocaram o suíço no topo do ranking. A partir daí, Federer passou a conviver com a pressão de sempre ser o tenista a defender mais pontos nos primeiros meses do ano.
Em 2005, ele tinha de segurar 1.895 pontos (29,9% do que tinha), a pontuação subiu para 2.250 no primeiro trimestre de 2006, chegou a 2.460 em 2007 e caiu para 1.380 em 2008. Agora, o tenista de 27 anos tem boas chances de assumir, inclusive, a liderança perdida, caso tenha um bom desempenho principalmente no Aberto da Austrália, e nos Masters Series de Indian Wells e Miami, e conte com resultados ruins de Nadal nas mesmas três competições.
O próprio suíço admite que esta situação pode ajudá-lo na luta contra Nadal. "Não estou tão pressionado e isso não é algo ruim. Pode ser uma temporada muito marcante para mim. Posso igualar Pete Sampras (em número de torneios de Grand Slam conquistados), posso ganhar outro título de Wimbledon e também meu primeiro Roland Garros. Eu me sinto bem melhor neste ano e estou muito confiante", destaca.
Além de defender menos pontos, Federer está recuperado da mononucleose (um vírus que causa mal-estar e é contraído principalmente através do contato com a saliva) que o afetou no início de 2008. "Estou bem mais preparado, pude treinar muito bem. No ano passado, eu não pude treinar do jeito que queria por causa da minha saúde", avalia.
O suíço inicia a temporada nesta terça-feira contra o italiano Potito Starace no Torneio de Doha. Antes de entrar em quadra, Federer poderá ver a estreia de Nadal no ano diante do francês Fabrice Santoro. Já o "pressionado" Djokovic estreou na temporada em Brisbane, com uma surpreendente derrota para o letão Ernest Gulbis, 53º do ranking.