UOL Esporte Tênis
 
07/01/2009 - 07h57

Israelense é alvo de protesto, mas se recusa a abandonar torneio

Das agências internacionais
Em Auckland (NZL)
A tenista israelense Shahar Peer recebeu uma carta pedindo que ela abandonasse o Torneio de Auckland, na Nova Zelândia, como forma de boicote a Israel devido aos ataques na Faixa de Gaza. A atleta, no entanto, resistiu à pressão e declarou não ter nada a ver com isso, confirmando a sua participação nas quartas-de-final da competição na quinta-feira.

Greg Bowker/AP
Israelense Shahar Peer é escoltada após a partida da segunda rodada em Auckland
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"Vim aqui para jogar tênis, e é o que vou continuar fazendo. Sei que sou de Israel e tenho orgulho de meu país", afirmou Peer. Nesta quarta, o grupo neozelandês "Paz e Justiça Auckland" confirmou ter mandado uma correspondência à tenista pedindo que ela abandonasse o torneio.

"No começo da competição, no domingo, escrevemos para Shahar solicitando o respeito ao apelo internacional por um boicote simbólico a Israel e a sua retirada do torneio", admitiu John Minto, líder do grupo de protesto.

Peer teve segurança extra em Auckland enquanto derrotou a tcheca Barbora Zahlavova nesta quarta-feira por 2 a 1 e parciais de 6-3, 4-6 e 6-2. Com a vitória, a israelense passou às quartas-de-final e vai enfrentar a russa Elena Dementieva, cabeça-de-chave número 1 do torneio. O grupo de protesto de Auckland já anunciou que vai protestar durante a partida.

Após a vitória, Peer insistiu que não pode fazer nada em relação à política de seu país, mas admitiu que foi afetada de certa forma pelos incidentes em Gaza. Seu irmão, um militar reservista, foi convocado pelas forças militares do país.

"Tentei ignorar tudo isso, mas, há dois dias, estava chorando um pouco, na verdade bem mais que um pouco. Foi difícil para mim", revelou. "Espero que isto acabe o mais rápido possível, porque ninguém quer estar em uma guerra", completou a israelense.

Na madrugada desta quarta, o Conselho de Segurança da ONU adiou pela terceira vez um possível acordo de cessar-fogo no conflito da faixa de Gaza, que já deixou ao menos 600 palestinos mortos desde a primeira invasão de Israel, há 12 dias, em uma ofensiva militar contra o grupo islâmico Hamas.

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