A triatleta brasileira Mariana Ohata foi suspensa por seis anos após ser flagrada em exame antidoping em etapa do Circuito Mundial, no mês de junho. A punição foi confirmada nesta quarta-feira pela ITU (União Internacional de Triatlo) e já é válida desde o dia 2 de outubro.
O resultado do exame antidoping acusou a presença de furosemida, que está na lista da Wada (Agência Mundial Antidoping) de diuréticos e agentes que mascaram outras substâncias. Mariana já estava suspensa preventivamente por 60 dias para realização de contraprova.
Mas a furosemida foi identificada na urina também em segunda análise, em 21 de agosto. Mariana corria o risco de ser banida do esporte, mas recebeu a pena mínima para casos reincidentes e não poderá participar de nenhuma competição da ITU, da Confederação Brasileira de Triatlo e qualquer outra prova que adote o código da Wada.
O doping na etapa de Iowa (Estados Unidos) da Copa do Mundo foi o segundo caso de Mariana Ohata em sua carreira. A triatleta de 30 anos havia sido flagrada pela primeira vez em 2002, nos Jogos Sul-Americanos do Rio de Janeiro. Na época, o exame feito por ela apresentou traços de dietil propiol, um derivado de anfetamina. Mariana chegou a ser suspensa preventivamente por 60 dias e, posteriormente, foi julgada e considerada inocente.
Um dos principais nomes brasileiros na modalidade, Mariana Ohata já disputou três Olimpíadas. Em sua estreia, a trialeta caiu da bicicleta e não concluiu a prova em Sydney-2000. Nos Jogos de Atenas-2004, ela obteve sua melhor participação com a 37ª colocação - superior ao 39º lugar de Pequim-2008.